Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

Tudo por Dinheiro

Navegando no portal da Folha de SP, vi essa notícia na coluna Zapping da Fabíola Reipert:

Atores da Globo fingem namorar para atrair mídia

Cláudia Jimenez e Rodrigo Phavanello, cujos personagens Custódia e Adriano ficaram juntos na novela “Sete Pecados”, da Globo, estão fingindo que são mais do que bons amigos, segundo pessoas próximas a eles. Cláudia e Rodrigo têm circulado abraçados no Rio. Os dois vão estrear peça de teatro juntos e querem atrair a atenção da mídia. Pura jogada de marketing, claro.

Não estava acreditando no que li e fui ao Google. Pior que é verdade!!

No Ego tinha a seguinte notícia:

Rodrigo Phavanello e Cláudia Jimenez assistem ao espetáculo ‘Dona Flor’

e bla blá blá…

Eu não acho que pessoas públicas tenham que sair do armário por obrigação. Na verdade, eu não acredito em “tem que” qualquer coisa nessa vida. Agora, enganar o público, por marketing, tem outro nome. É notório que a atriz em questão mantém uma relação estável com uma mulher há anos. As duas saem na imprensa juntas, andam pra cima e pra baixo. Cláudia nunca escondeu sua orientação sexual. Após a separação de Leila Pinheiro (a atriz e a cantora forma casadas), ela deu uma declaração à imprensa falando de como tinha sido difícil superar o rompimento e os problemas de saúde que teve em seguida. Ela só não propaga aos 4 ventos, mas, recentemente, durante uma entrevista no programa da (chata!) Fernanda Young, ela até deu uma cantada, de brincadeira, na apresentadora (!).

Ou seja, tudo isso para atrair mais público pagante na peça em que serão protagonistas.

Feio, baixo, pobre demais!!!

Fevereiro 22, 2008 Publicado por Mari | artistas, idiota | | Sem comentários ainda

Barbara Gancia

Da Folha

Única solução é o confronto direto

“Por que a camiseta “100% negro” é aceita, enquanto a camiseta “100% branco” é considerada racismo?”

O MUNDO SE divide entre os que aplaudem o pensamento politicamente correto e os que zombam dessa forma de tirania velada movida a eufemismos e que se esconde sob o véu da boa intenção.

Há coisa de dez anos, o parágrafo acima ainda fazia sentido e encampava, de um lado e de outro, as mais diversas correntes de pensamento.

Acontece que, hoje, a coisa embolou de vez e até as relações interpessoais ficaram mais complicadas.

Quem diria que a luta pela preservação do ambiente, por exemplo, uma bandeira que antes reunia todas as pessoas esclarecidas de um lado só, fosse gerar tamanhos desentendimentos? Não somos todos favoráveis a um planeta sem poluição? O que estará acontecendo?

Ontem, os jornais informaram que um jovem de Pontal, cidade do interior de São Paulo, foi multado pela Secretaria de Justiça do Estado por xingar um homossexual assumido de “veado”. Eu pergunto: um sujeito que se assume como gordo, estrábico ou careca tem o direito de ir reclamar na Justiça ao ser chamado de gordo, estrábico ou careca? Não terá o pensamento politicamente correto passado dos limites?

Na semana passada, um grupo de jovens torcedores do bicampeão mundial Fernando Alonso resolveu debochar do principal adversário do piloto. Fantasiados com perucas de boneca de pano e com os rostos e braços pintados de negro a la Al Jolson, os jovens compareceram ao circuito de Jerez de La Frontera, onde a F-1 realizava testes, trajando camisetas inscritas com a frase “Família de Lewis Hamilton”. A brincadeira por pouco não causou um incidente diplomático entre a Espanha e a Inglaterra e acabou forçando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) a emitir um comunicado afirmando que o racismo não será tolerado nas pistas.

Identificados, os autores da pilhéria declararam não ser racistas e alegaram que só estavam aproveitando o Carnaval para zombar do pai de Hamilton, que acompanha o filho em todas as corridas. Eu pergunto: será que vai chegar o dia em que o politicamente correto nos impedirá de dar risada?

Bem, como fui eu mesma que perguntei, ofereço a minha modestíssima opinião: o politicamente correto não tem nada a ver com nenhuma das duas questões. No caso do senhor ofendido em Pontal, a cidade tem um histórico de intolerância contra gays e a vítima só venceu a causa por contar com o testemunho dos policiais que o atenderam na cena do crime. E gordos, estrábicos e carecas, que eu saiba, não são perseguidos e mortos por intolerantes. No caso de Lewis Hamilton, o piloto minimizou o acontecido dizendo que não se sentira atingido, mas em um país como a Espanha, em que torcidas jogam bananas no campo para intimidar jogadores de futebol de pele morena, não é possível dizer que tudo não passou de brincadeira inocente. Não era a cor da pele de Lewis o alvo do chiste?

Vira e mexe, recebo alguma carta endereçada à coluna “Barbara Responde”, que mantenho na “Revista da Folha”, com a pergunta: “Por que a camiseta “100% negro” pode e a camiseta “100% branco” é considerada racismo?”. O simples fato de essa pergunta ainda estar na moda, do alto da sua ignorância, já explica a razão pela qual a intolerância deve ser encarada na base do confronto direto e combatida com o rigor da lei.

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Fevereiro 22, 2008 Publicado por Mari | diversidade, reflexão | | 1 Comentário

Perdas do Dia

Rubens de Falco

Oswaldo Louzada (um ótimo ator).

Lucélia Santos, ao saber da morte de Rubens de Falco, declarou que o amigo era “o grande vilão da teledramaturgia brasileira”.

Não acho que tenha sido O, mas um dos maiores, ele foi com certeza.

Inesquecível as maldades de Leôncio contra a pobrezinha Isaura. A cena do incêndio na senzala e a quantidade de chicotadas no lombo dos escravos eram apavorantes, né?

foto_escrava_isaura

Bom, para quem ficou com saudades, pode rever a abertura da novela no vídeo abaixo.

Fevereiro 22, 2008 Publicado por Mari | TV, luto | | Sem comentários ainda

Nova Geração

Do Terra

O Terra é o portal mais surtado da web. Parece sacola de feira. Cabe tudo misturado.

A primeira página é uma loucura!

Mas, de vez em quando tem umas matérias legais:

Meninas dominam na criação de conteúdo para web

Stephanie Rosenbloom

O gênio juvenil dos computadores que domina a imaginação popular – pálido, desajeitado e homem – na verdade não faz jus à reputação que adquiriu. Pesquisas demonstram que, entre os usuários mais jovens da web, os principais criadores de conteúdo (blogs, animações, fotografias e sites) não são sujeitos desajustados como o Atirador Solitário do Arquivo X. Pelo contrário, os pioneiros da web no momento tendem a ser garotas adolescentes que adotam um comportamento virtual muito efusivo.

“A maioria dos meninos não têm paciência para esse tipo de coisa”, disse Nicole Dominguez, 13, de Miramar, Flórida, cujos hobbies incluem desenhar ícones, layouts para páginas e glitters (animações cintilantes) para as páginas de outras adolescentes na web e em serviços de redes sociais como o MySpace. “É um trabalho difícil”.

Nicole posta suas criações, bem como suas dicas sobre HTML e CSS (ela é autodidata) nas páginas em tons de rosa e violeta do Sodevious.net, um domínio que sua mãe adquiriu para ela em outubro. “Se você fizer uma pesquisa, vai descobrir que os meninos raramente mantêm sites”, ela afirmou. “Quase todos são de meninas”.

E, de fato, um estudo publicado em dezembro pelo Pew Internet & American Life Project constatou que entre os usuários da web de idade entre os 12 e os 17 anos, o número de blogs é significativamente maior entre as meninas (35%, ante 20% para os meninos), e o mesmo se aplica a páginas pessoais na web: 32% das meninas dessa faixa etária as operam, ante 22% dos meninos.

As meninas também deixam os meninos na sombra quando se trata de criar ou trabalhar nos sites alheios, e da criação de perfis em sites de redes sociais (70% das meninas entre os 15 e os 17 anos têm perfis na Internet, ante 57% dos meninos da mesma idade). Postagem de vídeos era uma das poucas áreas em que os meninos superavam as meninas: a probabilidade de que rapazes subam vídeos para a Internet é quase duas vezes maior.

As explicações para esse desequilíbrio entre os sexos variam quase tanto quanto as características das meninas da web. Entre elas há blogueiras que pontificam sobre temas adolescentes recorrentes como “professores malignos” e “castigo todo dia” mas também aspirantes a Martha Stewart ¿empresárias cujas atividades online geram mais dinheiro do que um verão de bicos como babá poderia valer.

“Eu fui a primeira podcaster adolescente a conquistar patrocínio de uma grande empresa”, conta Martina Butler, 17, de San Francisco, que há três anos mantém um podcast regular sobre rock independente, o “Emo Girl Talk”, de um estúdio improvisado no porão de sua casa. O patrocínio inicial que ela conquistou, da Nature’s Cure, uma marca de remédio de combate a acne, foi tema de reportagem na revista Brandweek, especializada em marketing, no ano de 2005.

Desde então, diversas empresas, entre as quais o Go Daddy, um provedor de acesso e serviço de hospedagem na Internet, pagaram para serem mencionadas nos programas, que são postados a cada domingo no site emogirltalk.com.

“As coisas estão crescendo para mim”, disse Martina, que aspira a ser apresentadora de rádio e TV e ficou feliz com o resultado da pesquisa do Pew Center. “Não me surpreende saber que as meninas sejam criativas”, ela disse. “Às vezes mais criativas que os homens. Nós temos garra. E os meninos…” A frase se encerra com uma risada.

A tendência de domínio feminino do setor de conteúdo já vinha circulando há alguns anos – um estudo do Pew Center publicado em 2005 já indicava que as adolescentes eram as principais criadoras de conteúdo -, mas a disparidade entre os sexos aumentou, especialmente no que tange aos blogs.

O número de blogs de adolescentes dobrou entre 2004 e 2006, e quase toda a ampliação se deve à “atividade ampliada das meninas”, de acordo com o Pew Center.

As constatações afetam áreas que vão além dos blogs, de acordo com o Pew Center, porque a probabilidade de que os blogueiros se envolvam em outras formas de criação de conteúdo “é maior do que aquela que se aplica aos adolescentes sem blogs”.

Mulheres adultas detêm 27% dos postos em computação
Mas ainda que as meninas superem os garotos entre os criadores adolescentes de conteúdo para a web, entre os adultos continua a existir desequilíbrio no setor de computação. As mulheres detêm 27% dos postos nas ocupações matemáticas e de computação, de acordo com o Serviço de Estatísticas do Trabalho norte-americano.

Nas escolas de segundo grau do país, o número de meninas que realizaram o exame AP de ciências da computação em 2006 responde por menos de 15% do total de inscritos, e o número de mulheres matriculadas em ciência da computação nas universidades caiu em 70% entre 2000 e 2005, de acordo com o National Center for Women & Information Technology.

Os estudiosos do comportamento do setor de ciência da computação afirmam que existem diversos motivos para a escassez de mulheres: os cursos introdutórios muitas vezes são desinteressantes; é difícil superar os estereótipos dominantes sobre a excelência científica dos homens; e poucas mulheres servem como modelo e inspiração nesse ramo. É possível que as meninas que criam glitters hoje desenvolvam interesse pela rigorosa ciência que possibilita a computação, mas alguns estudiosos relutam em extrair essa conclusão.

“Podemos esperar que isso aconteça, mas até agora a disparidade se manteve”, afirma Jane Margolis, que escreveu um livro sobre as mulheres na computação. Embora esteja satisfeita por meninas estarem dominando programas como o Paint Shop Pro, Margolis enfatiza a profunda distinção entre capacidade de usar software existente e desejo de inventar novas tecnologias.

Tentar descobrir por que as meninas são criadoras tão prolíficas de conteúdo na web em geral leva a especulação e generalizações. Ainda que as meninas venham apresentando resultados superiores aos dos meninos em leitura e escrita já há muitos anos, de acordo com o Centro Nacional de Estatísticas da Educação, isso não se traduz automaticamente em um anseio por manter um blog ou se registrar no MySpace. Em lugar disso, argumentam alguns estudiosos, as meninas são criadoras dominantes de conteúdo online porque ambos os sexos se deixam influenciar por expectativas culturais.

“As meninas são treinadas a criar histórias sobre elas mesmas”, disse a professora Pat Gill, diretora interina no Instituto de Pesquisa da Comunicação e professora associada do instituto de estudos femininos e de sexo da Universidade do Illinois, em Urbana-Champaign.

“Desde cedo elas são ensinadas a se ver como objetos”, diz Gill, e por isso aprendem a se descrever. Historicamente, a expectativa é de que mulheres sejam sociais, comunais e capacitadas em termos de arte decorativa. “Poderíamos descrever o processo como a feminização da Internet”, diz Gill. Já os meninos, ela acrescenta, são em geral ensinados a “adotar modos de expressão que não sejam emocionais, não sejam confessionais”.

Pesquisas do Centro Berkman de Internet e Sociedade, da Escola de Direito da Universidade Harvard, envolvendo grupos de discussão e entrevistas com jovens dos 13 aos 22 anos, sugerem que as práticas online das meninas tendem a se relacionar ao seu desejo de expressão, particularmente de expressar originalidade.

“No caso das jovens, a questão é muito mais se expressar diante dos outros, da mesma maneira que o fazem ao usar determinadas roupas na escola”, disse John Palfrey, diretor executivo do Berkman. “Isso se vincula a uma expressão de identidade no mundo real”.

Embora a criação de conteúdo permita que as meninas experimentem com as formas pelas quais pretendem se apresentar ao mundo, elas evidentemente estão interessadas em formar e manter relacionamentos.

Quando Lauren Renner, 16, estava na quinta série, ela e uma amiga, Sarada Cleary, 14, ambas de Oceanside, Califórnia, começaram a escrever sobre suas vidas no agirlsworld.com, um e-zine interativo com artigos escritos por e para meninas. “Meninas de todo o país liam e perguntavam o que deviam fazer quanto a determinados problemas”, conta Lauren. “Eu acho que as meninas gostam de ajudar quanto aos problemas e dúvidas dos outros, como se fossem, digamos, maternais para com todo mundo”¿.

Hoje, Lauren e Sarada estão entre as mais de mil garotas que contribuem regularmente para o agirlsworld.com. Elas ganham algum dinheiro escrevendo artigos e criando atividades para ocasiões especiais, como receitas para um café da manhã de Dia das Mães, que o site divulga.

“Na escola, encontramos sempre o mesmo tipo de pessoa”, diz Sarada. “Gente daqui. Online, é possível experimentar novas culturas por intermédio das pessoas com quem mantemos contato”.

Meninos dominam em vídeos
A única área em que os meninos superam as meninas, na criação de conteúdo para a web, é a de vídeo. Isso não acontece porque meninas usam pior a tecnologia, segundo Palfrey. Ele sugere, em lugar disso, que vídeos tratam menos de expressão pessoal do que de impressionar terceiros. Eles são uma forma ideal para que membros de uma subcultura ¿ skatistas, praticantes de snowboard – demonstrem seu talento como atletas, afirma.

Zach Saltzman, 17, de Memphis, diz que, entre seus amigos homens, criação de conteúdo quer dizer um perfil no facebook e postar vídeos no YouTube. “Nunca pensei em criar um site pessoal”, disse Zach. Perguntado sobre sua opinião quanto ao estudo do Pew, ele respondeu: “É isso que vejo. As meninas se interessam mais por colocar alguma coisa lá e receber respostas”.

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fevereiro 22, 2008 Publicado por Mari | internet, mulheres, mídia | | Sem comentários ainda

Se joga!!!


Como o espaço é democrático e incentiva TODAS as formas de cultura e diversão, anuncio a festa “Hey, Ladies“, pela primeira vez aqui no Rio.

O importante é que a festa é para Lésbicas e Simpatizantes! Coisa rara na cidade! Novidade mesmo!


No blog Gay e OK tem uma entrevista com a DJ Bree que vai tocar por lá!

Meninas, compareçam!!!

Fevereiro 22, 2008 Publicado por Mari | diversão, festa, festa gay | | 1 Comentário

Lançamentos em DVD

Por Lufe Steffen

Em 15 edições, ao longo de 14 anos de existência, o Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual exibiu centenas de curtas, médias e longas de temática GLBTTTTTTT – quando nem essa sigla quilométrica existia. Durante muito tempo, o Festival era a única chance de assistir essas produções, que não estreavam nos cinemas brasileiros e muito menos eram lançadas em VHS ou, posteriormente, em DVD.
Felizmente os tempos mudaram, muita coisa se modernizou, e alguns longas exibidos pelo Mix passaram a estrear em cinemas no Brasil, e depois chegaram às locadoras. Outros não passaram em cinemas, mas hoje estão disponíveis em DVD. Sem falar na revolução da internet. Para quem preferir seguir o trajeto clássico e conferir os filmes em DVD, numa TV de plasma com tudo que tem direito, acompanhe o que está disponível em DVD no Brasil:

Amigas de Colégio (Fucking Amal, Suécia, 1999, de Lukas Moodyson)
Passou no Mix em 99 e levou o prêmio de Melhor Filme naquela edição. É uma deliciosa e delicada crônica da paixão entre duas garotas adolescentes na insípida cidade de Amal, Suécia. O destaque é a atuação das duas atrizes juvenis. O diretor depois faria outro clássico: “Bem-Vindos” ( 2000 ). Em DVD da Cult Filmes.

As Damas de Ferro (The Iron Ladies, Tailândia, 2000, de Yongyoot Thongkontoon)
Passou no Mix em 2001. É a história real de um time de vôlei gay treinado por uma bolacha, que entrou no Campeonato Nacional da Tailândia em 1996. Gays, lésbicas e transgêneros dão o sangue para conseguir respeito na quadra. Um filme legal e emocionante. Em DVD da Warner.

Plata Quemada (Argentina, 2000, de Marcelo Pineyro)
Passou no Mix em 2001. Um filme de ação existencialista, uma espécie de “Bonnie & Clyde” gay. Conta a história real dos assaltantes Nene e Angel, na Argentina dos anos 60 – parceiros no crime e na cama. Levou o prêmio de Melhor Filme no Mix daquele ano. Em DVD da Europa Filmes.

Party Monster (EUA, 2002, de Fenton Bailey e Randy Barbato)
O filme que abriu o Festival em 2003. Também baseado em fatos reais, retrata os lendários club kidz, que nos fins dos anos 80, começo dos 90, lançaram as bases do movimento clubber que assolaria o mundo – inclusive o Brasil – durante a década de 90. O líder da coisa era Michael Alig, que perdeu os limites e acabou se envolvendo num crime. O filme é uma obra-prima descontrolada, com diversos pontos altos, entre eles a atuação do ex-astro mirim Macaulay Culkin, no papel de Alig. A dupla de diretores faria depois outra pérola: “Inside Deep Throat” ( 2005 ), sobre o filme “Garganta Profunda”. Em DVD da Califórnia Filmes.

Amor à toda prova (Unconditional Love, EUA, 2002, de P.J. Hogan)
Passou no Mix em 2003. Uma comédia bizarra com astros como Julie Andrews, Dan Aykroyd, Kathy Bates e Rupert Everett. Kathy faz a mulher que, no funeral de seu cantor favorito, conhece o amante do falecido ( Rupert ). O diretor fez antes os maravilhosos “O Casamento de Muriel” ( 1993 ) e “O Casamento do Meu Melhor Amigo” ( 1997 ). Em DVD da Playarte.

Delicada Relação (Yossi & Jagger, Israel, 2002, de Eytan Fox)
Passou no Mix em 2003. Baseado em fatos reais, também. O romance intenso entre dois soldados sitiados com a tropa na fronteira entre Israel e Líbano. Um deles, durão, líder do pelotão. O outro, romântico e juvenil, quer se entregar à paixão. Um filme que pode ser visto como um precursor do mega-sucesso “Brokeback Mountain”, que viria ao mundo 2 anos depois. O diretor Fox faria ainda “The Bubble“, em 2007, novamente narrando as agruras da vida gay na panela de pressão do Oriente Médio. Em DVD da Paris.

Filhote (Cachorro, Espanha, 2004, de Miguel Albaladejo)
Passou no Mix em 2004. A história de Pedro, um gay bon-vivant e meio bear, que tem de tomar conta do sobrinho de 11 anos depois que a mãe do garoto foi presa na Índia. Um filme sutil e envolvente. Em DVD da Europa Filmes.

C.R.A.Z.Y. (Canadá, 2006, de Jean-Marc Valeé)
Passou no Mix em 2006. Uma obra-prima indiscutível, narrando a delicada relação entre Zach, um menino que se descobre gay, e seu rígido pai, em meio aos outros 4 irmãos ao longo das décadas de 60 e 70. Trilha sonora com clássicos de Bowie, Stones e Pink Floyd, um clima glam no ar e grandes atuações. Leia mais sobre o filme AQUI. Em DVD da Califórnia Filmes.

Do Mix Brasil

Os que estão em vermelho, eu vi e recomendo. Tentei baixar C.R.A.Z.Y e não consegui. Plata Quemada é um filme forte. Denso.

The Bubble é triste mas importante. Por falar de homossexualidade em uma região do mundo que é completamente rígida diante dessas questões.

Na lista: Party Monster e C.R.A.Z.Y

filmitos

Fevereiro 21, 2008 Publicado por Mari | cinema, filmes | | Sem comentários ainda

Uma Cama de Casal sem Preconceito

Revista Época

O blogueiro fala da indústria hoteleira que acolhe, sem preconceitos, os homossexuais.

Hetero-friendly” – ou seja, aberto a héteros – é o slogan do recém-inaugurado Hotel Axel, em Buenos Aires. Com 46 apartamentos e duas suítes, o Axel é o primeiro hotel na América Latina a dirigir-se especialmente (mas não exclusivamente) a gays e lésbicas. A “concessão” ao público heterossexual não é apenas uma jogada de marketing. É também uma retribuição: há muito tempo a indústria hoteleira é um dos setores mais “gay-friendly”. A verdade é que gays e lésbicas nunca dependeram de agências ou hotéis específicos para se tornarem viajantes inquietos e curiosos.

Neste caso, o preconceito e o eventual constrangimento costumam estar do lado de cá do balcão. Em pleno século XXI, ainda há quem não se sinta à vontade de assumir a verdadeira condição de sua companhia de viagem – ou que refugue quando o recepcionista pergunta se a reserva para cama de casal está correta. Na imensa maioria das vezes, a checagem do funcionário é meramente burocrática (e, diga-se, é feita com freqüência cada vez menor). O viajante gay passou a ser cortejado pelas grandes redes hoteleiras e pelos órgãos oficiais de turismo. Recentemente, Berlim e a Cidade do Cabo mandaram ao Brasil comissões de divulgação das atrações GLS de suas cidades. Em São Paulo, a Parada Gay tem status semelhante ao da Fórmula 1 como evento turístico, e todos os hotéis receberam treinamento para tratar adequadamente os visitantes. No Rio de Janeiro, muitos hotéis mantêm guias da cena GLS no balcão do lobby, junto às filipetas de vôos duplos de asa-delta, passeios de escuna às ilhas tropicais e idas ao Maracanã.

O surgimento de agências e, agora, de hotéis direcionados a gays e lésbicas se deve menos a combater preconceitos que a celebrar o nicho. É como comprar um pacote de mergulho de uma operadora especializada: cliente e vendedor compartilham da mesma cultura. No quesito hospedagem, as vantagens são ainda mais evidentes, já que – ao menos por enquanto – só num ambiente GLS um casal do mesmo sexo pode se comportar como um casal convencional se comporta em qualquer lugar. Já pensou passar uma lua-de-mel sem poder trocar beijos ou carinhos em público com sua cara-metade? Com casais de gays e lésbicas isso acontece o tempo todo.

Na maior parte dos destinos, o viajante gay procura exatamente o mesmo que todos: não há nada intrinsecamente GLS nas Pirâmides, em Machu Picchu, nas Rochosas Canadenses ou no encontro das águas do Negro com o Solimões. Há outras viagens, porém, em que gays e lésbicas vão em busca dos lugares onde se sentem mais à vontade. Não apenas por causa das possibilidades de romance e sexo que esses lugares proporcionam – e não há nada de mau nisso; na prática, a única diferença entre uma micareta e uma parada gay é o tipo de música -, mas pela sensação inusitada de sentir-se parte da maioria.

Esse é o fascínio exercido por bairros como Chelsea, em Nova York; Chueca, em Madri; Schöneberg, em Berlim; Marais, em Paris; Darlinghurst, em Sydney; ou Waterkant, na Cidade do Cabo: lugares onde gays e lésbicas podem se portar ao livre como se estivessem em ambientes fechados do mundinho. Nenhum desses bairros, contudo, é impermeável a não-gays. Se bairros tivessem slogan, talvez usassem o mesmo do Hotel Axel: “hetero-friendly”.

Tudo isso é só para dizer que, se você viajar com uma companhia de viagem do mesmo sexo e o recepcionista perguntar se a cama reservada é mesmo de casal, não tenha receio de dizer que sim. Ele também faria questão de confirmar se a reserva fosse para o andar dos fumantes.

RICARDO FREIRE
é blogueiro profissional e escreve quinzenalmente em ÉPOCA.

Eu li o artigo e entrei no site de vários hotéis gay-friendly. Realmente, eu ainda acho que as redes hoteleiras, que visam o público gay, têm muito mais atrativos e apelos para os homens do que para as lésbicas. Nas fotos, na decoração, nas atrações dentro do hotel. Não que exista uma diferença radical entre o que interessa a gays e lésbicas, mas é notório que as lésbicas, geralmente, são mais casadoiras (vide a piadinha do segundo encontro)** e muitas têm filhos. Falta uma cara mais “familiar” a esses hotéis. Como são as redes de hotéis Othon, Meridien, Hilton, Sheraton. Que cabe de tudo: gay, velho, puta e família.

Nesses hotéis, querendo ou não, há um clima de pegação. Na maioria das fotos de apresentação estão homens com seus corpos definidos, de sunga, na piscina ou nos bares. Alguns dos que eu listei acima são mais “família”.

** Piadinha do segundo encontro:

O que uma lésbica leva para o segundo encontro?

Um caminhão de mudança.

E o que o gay leva para o segundo encontro?

Que segundo encontro???

Hotel Giorgione (Veneza)

Chelsea Savoy Hotel (New York)

Hotel Lirico (Roma)

The Cabana at Waikiki (Hawaii)

Hotel California (Barcelona)

Hotel Aventura Mexicana (México)

Golden Tulip Hotel Altis (Lisboa)

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Fevereiro 21, 2008 Publicado por Mari | Gay Friendly, viagem | | 5 Comentários

Kamasutra Lésbico

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Está querendo apimentar a relação? Ou até mesmo se divertir?

Tenho umas dicas!

Kamasutra Lésbico

A Woman’s Touch : brinquedos, filmes e apetrechos para o sexo

lesbians


Sexo entre Mulheres: um guia irreverente

Kama Sutra para Lésbicas


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Caso a coisa esteja “meio barro meio tijolo” ou se você está sozinha, roendo rodapé de parede, cansada dos sites brasileiros, tente conhecer alguém legal nesses sites de encontro:

Match.com

Lesbian Love Spot

Lesbian Dating Planet

Gaydar Girls

Good Luck!

Fevereiro 21, 2008 Publicado por Mari | encontro, lésbicas, sexo | | 1 Comentário

Fantasminhas Camaradas

Essa galera fez uns videozinhos de 2 fantasminhas que vivem atrás de um grupo de meninas lés. Na verdade, eles querem ver a mulherada se pegando. Mas só se dão mal.
Coisa de aborrecente.

Para quem não sabe, a palavra sorotity significa algo como uma confraria de meninas. Um grupo.

Dá só uma olhada:


Fevereiro 20, 2008 Publicado por Mari | idiota, internet | | 1 Comentário

Tá delirando

Tem gente que não se enxerga mesmo, né?

A ex-sister Bianca Jahara vira ídolo para garotas gays
Página de recados da produtora se transforma em chat onde meninas marcam encontros

Desde que apareceu no Big Brother Brasil, Bianca Jahara virou ídolo para muitas garotas homossexuais. Em entrevista ao EGO, a produtora de moda conta que, quando deixou o confinamento e acessou a sua página no “Orkut”, viu que haviam transformado o seu espaço na internet numa espécie de “chat” onde meninas gays se conheciam e marcavam encontros.
Nova musa do Paparazzo, Bianca revelou durante sua entrevista que gosta de homem, mas tem uma explicação para tamanho sucesso com o público gay.

CARÊNCIA

“As lésbicas me têm como porta-voz. Várias delas nunca tinham visto o BBB e por minha causa passaram a assistir ao programa. Acho que tem a ver com o meu jeito. Elas são pessoas com carência em quem se inspirar no Brasil. Para elas, qualquer menina que aparece na mídia com o espírito ‘roquer’ vira heroína. Nós somos do underground”, acredita Bianca.
Bianca está amando a experiência de intermediadora dos encontros entre suas fãs. Aliás, segundo Jahara, ela tem ido além e agido também como conselheira para as meninas solitárias.
“Eu dou conselho, toques e elas ficam muito felizes”, afirma.

Ego

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Fevereiro 20, 2008 Publicado por Mari | TV, gay, idiota, lésbicas | | 1 Comentário