BBBolacha
Após brigar com Marcelo, brasiliense conta que já beijou mulheres. ‘Pode colocar no ar’, disse para a câmera
Thati Bione, uma das ’sobreviventes’ do BBB8, assumiu ter tido experiências homossexuais. As cenas foram ao ar no pay-per-view na madrugada desta quinta-feira, 28, e o vídeo já foi parar no YouTube. Depois de brigar com Marcelo – que a acusou de ser falsa – a professora de inglês desabafou com o grupo, chorando.
“Vou dizer aqui e vou dizer pra todo mundo lá fora. Os meus melhores amigos são gays, eu vou pra balada gay, já beijei mulher, já dei beijo triplo, duas mulheres e um homem, dois homens e uma mulher”, conta. E continua: “Quer mandar isso? Manda isso. Já beijei sim”, diz para a câmera. “Quando ele dizia que a gente tinha uma coisa em comum era isso. Não era nada além disso”, disse para Marcos, Rafinha e Juliana, que tentam acalmar Thati.
Rafinha fica revoltado: “O cara conseguiu o que queria. Você acha que ela precisa ficar falando essas coisas?”, diz para Marcão, que tenta fazer Thati parar de falar. Juliana também chora e tenta acalmar Thati: “isso não vai mudar nada”.
O desabafo de Thati foi resultado de uma provocação de Marcelo, que disse a ela: “‘Só eu sei (do seu segredo)? O Brasil inteiro sabe também”. Pouco tempo depois dessa conversa, Thati, nervosa, se viu obrigada a falar sobre suas experiências sexuais. “Pode botar no programa se quiser. Beijei mesmo”, chorou.
Os boatos de que Thati seria homossexual começaram a surgir depois que Marcelo insinuou em seu blog do BBB que a garota usava Marcos – com quem ela mantém um romance dentro da casa – apenas para disfarçar.
No diário, Marcelo, que assumiu ser gay no programa, escreveu que existe outra pessoa que também é homossexual é como ele dentro da casa. Na novelinha criada por Marcelo na internet, ele dá a entender que Thati, que ele apelidou no blog com o codinome “Marta Prassapa”, tem um namoro de conveniência com “Cascatinha”, que seria Marcos.
As desconfianças sobre a homossexualidade de Thati aumentaram na casa depois que a brasiliense escolheu a amiga Thessa Guimarães para visitá-la no confinamento. Thati atendeu o Big Fone, que, naquele momento, tinha uma boa notícia: quem atendesse ganhava o direito de receber a visita que quisesse. Thati escolheu Tessa e teve uma crise de choro por não poder abraçá-la. As duas se viram através de um vidro. Ao EGO, Thessa disse: “Não somos namoradas“.
Os pais de Thati também preservam a filha: Nair garante que ela não é lésbica. E o pai já declarou que há uma tentativa de fazer com que Thati pareça gay.
O babado continua…..
Melhor amiga e ex-sisters do BBB avaliam declaração de Thati Bione
Numa discussão com Marcelo na madrugada desta quinta-feira, 28, a brasiliense conta que já beijou mulher na boca
A revelação de Thati Bione na festa do BBB na madrugada desta quinta-feira, 28, de que já beijou mulher na boca, surpreendeu Thalita Lippi, mas não** sua amiga e ex-companheira de confinamento, Bianca Jahara.
A produtora de moda que já havia declarado achar o romance de Marcos e Thati uma farsa, diz ao EGO que nunca se enganou com a brasiliense: “Sabia que a Thati ia falar a verdade um dia. Estava chegando da balada e liguei o computador no pay-per-view na hora da revelação. Acordei minha amiga que mora comigo, Michelle, para ver a confusão”.
Bianca Jahara, que nunca escondeu ter amigos gays e lésbicas, avisa que sempre soube que Thati gostava de mulher: “Tenho olho biônico para essas coisas. Seu jeito de vestir, de falar, indicam que ela já se relacionou com pessoas do mesmo sexo. Mas não a classifico de bi ou homossexual. Ela pode ter ficado com mulher e um dia descobrir que gosta de homem.”
Já Thalita Lippi lida de maneira política com a situação: “Um comportamento não define a sexualidade de ninguém.” Diz a ex-sister que também já foi chamada de bissexual ao dar um selinho na boca de Bianca e um beijo triplo em Natália e Felipe. “Mas eu gosto mesmo é de homem”, avisa a ruiva.
Thessa Guimarães, a melhor amiga de Thati Bione, que foi escolhida por ela para visitá-la na casa no dia 13 de fevereiro, revela ao EGO que já sabia das experiências homossexuais da amiga. Porém, não se sente no direito de falar sobre a vida de Thati. Thessa conta que já beijou mulher na boca, mas afirma que não é namorada da professora de inglês.
“Nós não somos namoradas. Eu sempre levantei a bandeira gay e para entender** a fundo essa causa, já beijei uma mulher na boca. Mas a sensação é como se tivesse beijado um cotovelo**”, conta Thessa, que atualmente mora com o namorado Marcelo Dal Col.
Na opinião dela, que também é atriz e estuda psicologia em Brasília, a amiga deve estar mais triste por ter discutido com Marcelo do que por ter revelado seu envolvimento com mulher. “Essa revelação não surpreende os amigos de Thati. Ainda não falei com os pais dela. Acredito que eles saberão apóia-la.”
Procurados pelo EGO, os pais de Thati não foram encontrados.
Concluindo:
- A revelação não surpreendeu Bianca porque ela é Bi. A própria já desfilou com a namorada durante uma edição do Fashion Rio.
- Desde quando para se entender algo é preciso vivenciar?
Para sabermos que sentir fome, não ter o que comer é horrível, precisamos passar fome?
Afinal, e o poder (único) de abstração do ser humano?
Fiquei enojada ao ler isso de uma estudante de Psicologia. A moça está fazendo o que na faculdade?
- Cotovelo? Beijar mulher é igual a beijar cotovelo?
A estudante de Psi é estranha mesmo. Ainda mais porque beija cotovelo!
- O Marcelo não pontuou nada, absolutamente nada, sobre a orientação sexual da Thati. Ela é que se sentiu pressionada. O Psi não provocou. Ele estava falando do comportamento da moça. E de mais nada. Para bom entendedor, se foi isso que saiu…..ah, nem precisa de Freud para explicar.
- Coitado do Marcos.
- O que foi a Juliana chorando junto?
- Ainda bem que o Marcelo resolveu botar para fora o quanto Thati é chata!! Ser alegre, espevitada, moleca, palhaça é uma coisa. Ser chata, histérica, inconveniente, dramática, exagerada é outra. Se idiota eu fosse e essa mulher gritasse um terço do que ela grita dentro da casa no meu ouvido, eu já teria explodido antes.
- Os gays estão fazendo sucesso dentro da casa, hein!?! Eles é que estão botando para quebrar!
Homofobia
O Globo
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Aulas de intolerância
Gays espancados na UFRJ e na UFMA. Homossexuais ameaçados e intimidados na USP. Casal de estudantes lésbicas expulso por segurança da UFF, depois de trocar beijos. Bandeiras do arco-iris queimadas na UFT (Tocantins). Cartazes de um grupo de minorias sexuais vandalizados na Rural. Gays e lésbicas ofendidos em grupos de discussão no curso de direito da UFRJ.
As denúncias acima não viraram manchetes. Mas todas foram feitas de dois anos para cá em importantes instituições de ensino superior do país. Não há números sobre abusos cometidos contra minorias sexuais em universidades, mas não são raros os universitários gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros com histórias de preconceito para contar. Desde cedo, eles aprendem uma lição amarga sobre a academia, suposto lugar de diversidade e tolerância: ela abriga inúmeras manifestações de homofobia, menos ou mais explícitas, quase sempre sob o silêncio das reitorias.
Um dos casos recentes mais emblemáticos de violência física se deu no fim do ano passado e terminou sem punição. O aluno de pedagogia da Uerj João (nome fictício) conta ter sido espancado por um colega durante um congresso estudantil, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). João e um grupo extenso de heterossexuais defendiam idéias contrárias às do grupo do agressor. Mas o estudante gay foi o único atacado. Tudo em meio a insultos homofóbicos: – Ele começou a me xingar de “veado”. Não reagi. Mesmo assim, ele disse: “Vou bater nesse veado”.
Junto com um amigo, partiu para cima de mim. Ele me deu muitos socos no rosto, nas costas, na cabeça. Corri, mas ele veio atrás, socando muito. Só uma menina magrinha da Unirio se pôs na frente. Ninguém mais ajudou. Chamada, a polícia maranhense foi embora tão logo os seguranças da faculdade contaram o motivo da agressão. João não registrou queixa, e tanto a UFMA quanto a Uerj nunca se manifestaram sobre o episódio. Ele conta que, mesmo afastado do movimento estudantil, continuou a ser ameaçado pelo rapaz. E, na Uerj, até mesmo um professor já o teria discriminado. – Eu estava na mesa de apuração, na eleição da reitoria, em dezembro. Ele se aproximou e me disse que não achava legal eu mostrar meus trejeitos gays – afirma João, que não prestou queixa na reitoria e não revelou a identidade do professor.
O Grupo GLBT Diversitas relata que, na UFF, no final de 2006, uma estudante de arquitetura sofreu discriminação de quem deveria protegê-la. Ela beijava a namorada no campus do Gragoatá, em meio a casais heterossexuais que faziam o mesmo, quando teria sido abordada por um segurança. Aos gritos, ele teria perguntado se “aquilo” era permitido e ordenado que elas saíssem.
- O segurança disse que elas não podiam se beijar dentro da universidade. Na época, a UFF foi informada, mas não fez nada. Fizemos barulho, levamos o caso a público, mas não houve manifestação oficial – diz Margarida Abrahão, do Grupo GLBT Diversitas, que promove na universidade debates e eventos pela promoção da diversidade sexual. O pró-reitor de assuntos acadêmicos da UFF, Sidney de Mello, afirmou desconhecer casos de discriminação desde que assumiu, no fim de 2006. As meninas não quiseram falar sobre o episódio. A dificuldade de se expor é comum. Mas há quem prefira mostrar o rosto e narrar a violência enfrentada. Como o estudante de letras Marcos Visnadi, da USP. Em 2006, depois de uma festa na Cidade Universitária, no Butantã, ele foi cercado, num ponto de ônibus, por um grupo que o vira com o namorado. – Eles me xingavam. Eu tentava conversar, mas não rolava. Aí começaram a bater com um pedaço de madeira ao meu lado.
Milagrosamente, passaram guardas universitários, que os intimidaram e me levaram a outro portão. Cheguei a pensar em não contar nada, mas resolvi me expor. E conheci muitos outros casos. No começo, eu achava essas manifestações de ódio chocantes. Mas, depois que você as vive em ambientes diferentes, vê que são algo difundido. Outra história reforça essa opinião. No campus Zona Leste da USP, um casal de lésbicas que cursa design conta ter sofrido discriminação por parte de uma policial militar há cerca de dois anos.
- Minha namorada estava no meu colo, na cantina. A policial passou por ali e me viu dando um selinho nela. Então disse: “Eu não sabia que homossexualismo era permitido por lei”. Eu respondi: “Não sabia que era proibido”. Ela retrucou que a USP era uma faculdade de família, e começamos a discutir – disse uma delas, Bárbara (nome fictício). – Ela me levou para o posto policial e queria me enquadrar por atentado ao pudor.
Pelo Código Penal, não existe tal tipificação. No artigo 214, “atentado violento ao pudor” é definido assim: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal.”
Nova força GLBT nas faculdades
O debate sobre homofobia na universidade se torna mais comum à medida que os próprios movimentos estudantis saem do armário. A UNE criou, há menos de quatro anos, sua diretoria LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), e começam a ganhar corpo os coletivos de minorias sexuais das universidades. Um dos pioneiros foi o Prisma, da USP, hoje em rearticulação.
Na Rural, o Movimento Pontes surgiu há dois anos e já teve provas de que não é exatamente bem-vindo. Não por todos. – No último Dia do Orgulho Gay (28 de junho), fomos ameaçados ao pôr a bandeira do arco-iris no DCE. Em outubro, nossos cartazes foram rasgados por um estudante de agronomia. Nós o flagramos e denunciamos ao reitor. Ele negou até o fim, mas aceitou a pena: teve de colar nossos cartazes e se retratar – conta Luciano Almeida, do Pontes. A diretora nacional LGBT da UNE, Dani Braga, diz que, na Federal do Tocantins, onde faz comunicação, quase foi agredida ao colar cartazes e instalar bandeiras: – Nosso coletivo, o Tear, surgiu no fim de 2006. Fomos ameaçados, tivemos de correr, mais de uma vez, em meio a xingamentos de estudantes, que gritavam não querer “sapatões” e “veados” ali.
Em junho, queimaram uma bandeira nossa do arco-iris. Outra sumiu – lembra Dani, que organiza para agosto, pela UNE, um encontro LGBT na UFRJ. A Federal, aliás, tem dois coletivos GLBT. O Parthenon, da universidade toda, surgiu há dois anos. O FND-GLBT, da Faculdade de Direito, nasceu há alguns meses. E já enfrenta problemas. Desde novembro, cartazes afixados pelo grupo no mural vêm sendo arrancados ou pichados com inscrições homofóbicas. – As trocas de e-mails dos grupos de discussão sobre o assunto mostraram como há intolerantes cursando direito. É chocante pensar que serão nossos futuros juízes, procuradores. Houve ameaças nas discussões. Um garoto gay está sendo perseguido sistematicamente por um homofóbico – conta Rennan Diniz, membro do coletivo.
Para o sociólogo Denílson Lopes, especialista em diversidade sexual, a evidente dificuldade das instituições em combater a homofobia tem a ver com a cultura homofóbica arraigada na nossa sociedade. Se a luta contra discriminação racial ou de gênero já avançou, a discriminação de minorias sexuais ainda é aceita: – Quando comecei a estudar essas questões, em 95, eu achava que a universidade era o espaço propício para discussões abertas, mas vi que as pessoas tinham até mais medo de perder emprego, de se expor. Hoje, o grande discurso que catalisa o preconceito é o religioso. Por outro lado, na medida em que tem visibilidade maior, o tema começa a entrar na escola, na vida das pessoas. O MEC, pela primeira vez na História, tem políticas para combater a discriminação. É um começo.
A dor do soco e do preconceito
Madrugada de 23 de março de 2007. Depois de passar a noite com o namorado numa chopada na Cidade Universitária da UFRJ, sob muitos olhares de reprovação, o estudante de biofísica Rogério (nome fictício) resolveu ir embora. No estacionamento, ele, o namorado e a irmã foram cercados por um grupo.
- Eram quatro caras. Quando beijei meu namorado, eles começaram a nos xingar de “veados”. Perguntei por que se preocupavam tanto. Ao me virar, senti a pancada no rosto. Depois de ser espancado, liguei três vezes para a polícia, que não apareceu. Rogério diz ter procurado ajuda fora do campus. Na Linha Vermelha, encontrou uma viatura: – Os PMs só foram solícitos até eu contar por que fui agredido. Dali, foram frios e não quiseram nos dizer onde fica a delegacia da Ilha. Mesmo assim fui para lá. Ao chegar, o delegado me demoveu da idéia de registrar queixa. Disse que eu seria autuado por atentado ao pudor. Rogério diz ser chocante que algo assim aconteça numa universidade, para ele “o lugar ideal para discutir cidadania”: – A homofobia é comum em cursos machistas.
Uma professora já fez piadas infames na sala. Você perde um estágio por ser gay. Tudo isso é velado, difícil de combater. A Megazine não localizou o delegado de plantão naquela noite. Já a reitoria da UFRJ informou que, após a agressão, proibiu as chopadas. Na época, a universidade não se pronunciou. Depois, o prefeito da Cidade Universitária, Hélio de Mattos, foi a uma manifestação GLBT no campus, representando o reitor.
Como procurar ajuda
Se você for vítima, dentro de uma universidade, de algum tipo de agressão física ou verbal, por causa da sua orientação sexual, é recomendável que registre a queixa numa delegacia policial. Como comprovam os depoimentos das vítimas, as reitorias não costumam se manifestar sem o documento. Embora não haja legislação específica que puna a homofobia – o Projeto de Lei 122 tramita há dois anos no Congresso, sem previsão de aprovação, principalmente por pressões da bancada religiosa -, a violência verbal pode ser registrada como ofensa ou ameaça. Os grupos GLBT das universidades estão preparados para ajudar nos trâmites de processos internos. Mesmo que você não queira se expor, eles poderão pressionar a direção por uma resposta efetiva
Alessandro Soler » asoler@oglobo.com.br
Almas Gêmeas

Na roça, BBB é filme de primeira qualidade. Algo elaborado pelos grandes diretores da sétima arte.
Depois de 2 dias sem luz, debaixo de três tempestades de raios e trovões, lama, vento e muita falta do que fazer, ver BBB foi um deleite!
Fiquei abismada quando vi a cena da reação de Thati à visita da amiga Thessa.
O que foi aquilo?
Teatro??
Claro! Óbvio!
Mas, escolher uma amiga para ser o alvo da encenação já diz muito. Assim que viu a tal Thessa, meu irmão (que não tem gaydar) só me olhou e disse:
- iiiiiiiiiiiii! Não dá pra ter dúvidas!
No dia seguinte, a cidade** que se sente parte fundamental de qualquer edição do BBB não falava em outra coisa. Thatiana não consegue mais esconder. Para piorar, a mãe dela diz na imprensa que vai processar o Marcelo Psi pelas insinuações de que a filha dela é lésbica.
Fala sério, né?
Óbvio que a mãe da menina não sabe. Óbvio que a moça é nova e ainda está dentro do armário. Óbvio que a mãe não quer saber.
Além do que, a mãe garante que a filha não é lésbica porque usa maquiagem.
(Se usar maquiagem fosse parâmetro, o que seria das Lipstick Lesbians??)
** Bananal é uma pequena cidade do interior de São Paulo, quase na divisa com o estado do Rio. Pequena mas muito importante para os aficcionados pelo reality show. Já recebeu visitantes ilustres como Alberto Cowboy, Bruna e não sei mais quem, já que é a cidade natal de Felipe Cobra. O vilão homofóbico da edição anterior do BBB.
Direto de Salvador
Fonte: Athos GLS
Exposição: HOMOSSEXUALIDADE NA CORTE DE D.JOÃO VI
Inauguração: 21-1-2008, 16hs (até 29-2-2008)
Horário: 9-12hs e 14hs-18hs.
Loca: Sede do Grupo Gay da Bahia
Rua Frei Vicente, 24 Pelourinho (71-3322.2552)
Parla, Bruno! Parla!

Eu só conhecia Bruno Chateaubriand e André Ramos das fotos nas revistas de celebridades. Nunca tinha lido sequer uma palavra ou declaração que tivesse saído de suas bocas. Sempre a mesma coisa: largos sorrisos e festas e mais festas badaladas, no apartamento do casal, no Edifício Chopin, aqui no Rio.
Gostei da entrevista abaixo. Foi uma ótima surpresa. Bruno mostrou que dinheiro não compra mesmo certas coisas: direitos, respeito, liberdade.
Infelizmente, já li comentários em lista de discussão que por ser rico, por viajar tanto, ele “deve sofrer menos”. O que a bunda tem a ver com as calças?
Quer dizer então que rico não sofre?
Na boa, eu espero que a desiguldade social acabe no Brasil. Mas, eu não tenho problema algum com riqueza, dinheiro, oportunidades, etc. A solução não é os ricos ficarem mais pobres. É os pobres ficarem mais ricos!
Não é a quantidade de dinheiro que determina o quanto uma pessoa sofre. O preconceito não existe somente nas classes baixas. Por exemplo, a questão do abuso sexual infantil é muito mais denunciado nas classes baixas mas acontece (e MUITO!!) nas classes sociais mais altas. E surpreenda-se: nos mais ricos mesmo. Não na classe média. E por que não há denuncias? Preconceito, medo de perder o status. Ou seja, o preconceito está entranhado na sociedade independente da classe social. Apenas muda a forma com que ele é explanado.
É claro que os ricos têm mais tudo. A bicha pobre leva porrada e morre assassinado na calçada. Mas, isso não é problema do dinheiro. É problema desses valores terríveis e invertidos que temos nesse país.
Agora, se o marido leva ele pra viajar e comprar roupa no exterior, feliz ele! Não é isso que faz o sujeito ser melhor ou pior. Preconceito é achar que a pessoa não sofre porque é rica.
Na Veja:
Entrevista: Bruno Chateaubriand
“Ser gay não é opção”
Um dos anfitriões mais celebrados do Rio fala sobre a sua condição de homossexual e diz que gays ricos são mais bem-aceitos no Brasil
Juliana Linhares
O carioca Bruno Chateaubriand Diniz Weissmann, de 32 anos, foi seis vezes campeão brasileiro de ginástica olímpica, apresentou um quadro de entrevistas no SBT e atualmente empresaria os ginastas Diego e Daniele Hypólito. Mas o que o tornou conhecido não foi nada disso. Bruno é célebre pelas festas que dá: o réveillon em seu apartamento no edifício Chopin, em Copacabana, é o mais disputado do Rio de Janeiro. O deste ano (com 300 convidados, que consumiram igual número de garrafas de champanhe Dom Pérignon) contou até com a presença da atriz italiana Monica Bellucci. Bruno se mostra alegre e irreverente quando o assunto é festa, mas se revela muito sério e lúcido ao falar sobre a sua condição de gay. Nascido em família de classe média alta (a avó materna era prima do magnata da imprensa Assis Chateaubriand), ele tentou negar a própria homossexualidade quando criança, por achar que gays eram “coisa de circo”. Concluiu que seria impossível. Desistiu de namorar meninas, enfrentou a família e conheceu André Ramos, o empresário com quem vive há onze anos. Nesta entrevista a VEJA, ele fala de preconceitos – explícitos e disfarçados –, relaciona as limitações da vida de um casal homossexual e critica eventos como as paradas gay, que apresentam homossexuais como seres “exibicionistas, caricatos e que parecem viver sempre em clima de boate”.
Veja – Quando você descobriu que não era igual aos outros meninos?
Bruno – Desde a alfabetização, quando eu tinha 6 anos, e as crianças da escola me xingavam. Eu já sabia que havia algo de diferente comigo.
Veja – Como você reagia?
Bruno – Corria para o banheiro da escola, me trancava e chorava. Acontecia quase todo dia, tanto que eu morria de medo de ir à aula. Era sempre muita humilhação. Quando eu chegava em casa, contava para a minha mãe que os meninos me xingavam, mas não tinha coragem de dizer do quê. Ela falava: “Dá um tapa neles”.
Veja – Você teve namoradas?
Bruno – Tive. Meu primeiro beijo foi em uma garota, quando eu tinha 12 anos. Aos 16, comecei a namorar firme uma colega de escola e cheguei a usar aliança de noivado. Transava com ela, tudo aparentemente normal. Mas, no fundo, sabia que aquela não era a minha essência. Só que tentava jogar esse sentimento para debaixo do tapete. Já tinha desejo por meninos, mas me perguntava: “Como eu posso estar sentindo isso?”.
Veja – Você tinha medo? Vergonha?
Bruno – Na minha cabeça, gay era uma coisa meio bacalhau de circo. Homossexual tinha a ver com transformista, com personagens circenses. E isso tudo sempre foi muito distante da minha vida. Minha mãe é museóloga, fui educado em bons colégios. Além disso, parte da minha família é paraibana. Tive uma criação supermachista e sou o único gay numa família de vinte primos. Quer dizer, talvez tenha mais um primo homossexual, mas ninguém fala sobre isso. Eu me lembro de que me desesperava no meu quarto. Deitava na cama e pensava: “Eu não posso ser isso, meu Deus! Tenho de gostar de mulher!”. Eu era muito jovem, não sabia que existia a possibilidade de uma relação de amor entre dois homens.
Veja – Até quando seu tormento durou?
Bruno – Até a faculdade. Cheguei a sair com várias meninas. Quanto mais escutava comentários, piadinhas de gente dizendo que eu era isso e aquilo, mais queria provar para mim mesmo que não era verdade.
Veja – Quando você teve a sua primeira experiência com um homem?
Bruno – Aos 21 anos. Eu tinha um amigo mais velho que havia se assumido gay fazia pouco tempo. Quando eu soube, fui contra, disse que ele estava louco e me distanciei dele. Meses depois, eu o procurei e disse que achava que era igual. Ele, então, me levou a uma boate gay. Não demorou muito, um homem veio conversar comigo. Ao contrário do que acontece entre casais heterossexuais, com os gays tudo é mais rápido. Não teve muito papo, paquera, nada. Ele me deu um beijo na boca e eu fiquei ali, besta. Voltei para casa com vontade de vomitar tudo o que estava dentro de mim. Tomei um banho que durou quase uma hora. Esfregava com força meus braços, minha cabeça, passei sabonete várias vezes na boca, escovei os dentes outras tantas – tudo para tirar o cheiro daquele homem, para tentar me livrar de uma sensação de sujeira. Nesse mesmo ano, porém, saí com outros dois homens que não tiveram importância afetiva para mim. Logo em seguida, conheci o André, por quem me apaixonei. Vivemos juntos há onze anos.
Veja – Foi aí que você optou por assumir sua sexualidade?
Bruno – Você disse a frase certa: foi aí que eu optei por me assumir gay. Porque o homossexual não tem a opção de não ser homossexual. Não é que nós escolhemos gostar de homem. Ainda criancinha, se passassem à minha direita uma mulher linda e à minha esquerda um homem bonito, eu olhava para a esquerda. A única opção que o homossexual tem é assumir seu desejo por outra pessoa do mesmo sexo ou levar uma vida paralela. Quem não sabe de histórias de homens que são casados, têm filhos e mantêm um namorado escondido?
Veja – Como foi a reação da sua família quando você contou que era homossexual?
Bruno – Foi horrível. Minha mãe se utilizava daquele artifício clássico de fingir que não vê que o filho é gay. Um dia, no meio de uma briga boba, ela soltou: “Você está muito diferente”. Eu, que já não agüentava mais aquela situação, disse: “Por que ‘diferente’? Porque eu estou namorando um homem?”. Ela disse que sim, e eu respondi: “Então, mamãe, acho que a senhora é que está com um problema. Deveria fazer análise”. E ela acatou a sugestão. Hoje, a relação dela conosco é muito afetiva. Também foi difícil com meu irmão. Eu me lembro de que ele gritava: “Não sei por que você é assim!”. Meu pai, de família austríaca, é o único que até hoje não me aceita. Dia desses, ele me escreveu uma carta horrível. Entre outras coisas, disse que eu deveria ficar feliz de ele nunca ter usado do pátrio poder para me proibir de ser gay. Como se ele pudesse fazer isso e como se eu pudesse escolher.
Veja – E a família do André?
Bruno – Com o André, foi bem mais tranqüilo. A mãe dele sempre me tratou como filho e a avó dele me adorava. O pai morreu muito cedo, eu nem conheci.
Veja – Como foi o início do namoro?
Bruno – Como o André herdou uma boa condição financeira, sempre tivemos uma vida muito confortável. Só no ano em que nos conhecemos, ele me levou nove vezes para fora do Brasil. Fomos para lugares como Inglaterra, França, Egito, Estados Unidos e Taiti. Viajamos também para assistir à cerimônia do Oscar, em Los Angeles. Essa foi a primeira vez. Depois, fomos outras quatro vezes. Nos primeiros meses de namoro, viemos morar neste apartamento de 400 metros quadrados, na Avenida Atlântica, ao lado do Copacabana Palace. Algumas vezes, o André me levava para viajar e dizia para eu ir sem mala. Chegávamos a outro país e ele comprava um guarda-roupa inteiro para mim. Minha mãe ficava aflita com tanto dinheiro. Ela achava que o André queria apenas se divertir comigo e depois iria me largar. Aos poucos, ela e toda a minha família viram o respeito que nós temos um pelo outro.
Veja – O fato de você ter se tornado rico contribuiu para que a sua família aceitasse a sua homossexualidade?
Bruno – Não vou ser hipócrita: é claro que o dinheiro ajudou. Gay rico, no Brasil, é mais bem-aceito. Se eu não tivesse essa estrutura, teria virado, como dizem, “aquela bicha pobre”. Mesmo para mim, o dinheiro faz diferença. Esta casa, por exemplo, é a minha proteção. Aqui ninguém me xinga. A nossa sociedade privilegia a posição social das pessoas.
Veja – Você se sente à vontade para demonstrar carinho pelo André em lugares públicos?
Bruno – Não. O gay tem de desenvolver maneiras sutis de mostrar afeto. É um jogo de olhar, é um toque de corpo discreto. Do contrário, você corre o risco de fazer com que pessoas que não gostam de homossexuais se sintam agredidas. Na última festa de Ano-Novo, por exemplo, na hora da virada, nossa casa estava cheia de jornalistas, artistas, empresários. Embora tivesse vontade, não pude beijar o André, como faz qualquer casal.
Veja – Mas você estava na sua casa, cercado de amigos. Nem assim se sentiu à vontade?
Bruno – Talvez eu ainda tenha um pouco de medo de ser motivo de chacota – aquele mesmo medo que eu sentia quando era criança. Acho que todo gay acaba desenvolvendo uma espécie de defesa. Quase todos nós temos um histórico de humilhações e piadinhas que ouvimos durante boa parte da vida.
Veja – Você ainda sofre preconceito?
Bruno – Muito. Algumas vezes, quando vamos a eventos públicos, acontecem coisas desagradáveis. No último baile de Carnaval do Copacabana Palace, algumas pessoas que estavam do lado de lá do cordão de isolamento nos xingaram quando estávamos entrando. Não consegui reagir. Olhei para a frente e segui andando. Em programas de TV dos quais participo, volta e meia alguém da platéia grita alguma ofensa. No SBT, nunca sofri discriminação explícita. O Silvio Santos sabe que sou gay, mas nunca falamos sobre o assunto. Mas noto que, nas piadas sobre gays em programas humorísticos de qualquer canal, o preconceito é evidente.
Veja – Há muitos artistas gays na TV que não assumem essa condição?
Bruno – Sim. Muitos apresentadores, diretores… Eles não assumem, porque têm medo de perder valor de mercado, de ter seu passe desvalorizado. Eu não acredito nisso. Estou investindo na minha carreira de comunicador (é formado em jornalismo pela PUC-RJ) e acredito que ser gay não vai me atrapalhar em nada.
Veja – Que outras manifestações de preconceito são comuns no seu cotidiano?
Bruno – Uma das mais comuns é a da socialite que nos abraça e, aos berros, diz para quem está em volta: “Eu adoro este casal!”. É claro que ela não está querendo nos agradar. Está é querendo mostrar para os outros quão nobre ela é de aceitar esses “alienígenas”.
Veja – Vocês têm mais amigos homossexuais ou heterossexuais?
Bruno – Heterossexuais. Mas não por uma questão de escolha. É simplesmente porque há mais heterossexuais do que gays no mundo. Um casal amigo fez uma cerimônia de casamento há pouco tempo e nos convidou para sermos padrinhos. Foi preciso fazer um trabalho de convencimento para que o padre que conduziu a cerimônia nos aceitasse. Tudo acertado, chegou a hora da festa. Os casais de padrinhos iam entrando e, quando chegavam diante do altar, dividiam-se: os homens seguiam para a esquerda e as mulheres para a direita. Na nossa vez, empacamos. Não tínhamos ensaiado nada. Senti um frisson no salão. O impasse durou alguns segundos, até que eu e o André nos olhamos e, sem dizer nada, fomos cada um para um lado. Eu para a direita, ele para a esquerda.
Veja – O que você mais gostaria de fazer e não pode?
Bruno – Eu não tenho vontade de fazer um casamento escandaloso para chocar as pessoas, ou sair beijando na boca no meio da rua. Tenho vontade de fazer coisas simples, do dia-a-dia. Por exemplo: nós viajamos muito para o exterior e, na fila da imigração, sempre observo que casais heterossexuais se apresentam juntos na hora de mostrar os passaportes. Se há algum problema com um dos dois, o outro socorre. Nós não temos essa segurança. Sempre entramos separados. Também gostaria muito de ter um filho. Queremos adotar uma criança com síndrome de Down, mas sabemos que será difícil.
Veja – Mas há também vantagens em um casamento homossexual, não?
Bruno – Claro. Numa relação heterossexual, a mulher sempre acaba sobrecarregada de funções. Isso porque, pelas normais sociais, é ela quem vai ao supermercado, ela é quem cuida de filho, da empregada etc. Na nossa casa, as tarefas são feitas por quem tem mais prazer em realizá-las.
Veja – O que você acha dos atos de afirmação homossexual, como as paradas gay de São Paulo e do Rio?
Bruno – Acho que eles têm dois problemas. O primeiro é que são caricatos: fazem pensar que todo gay é exibicionista e vive em clima de boate. O segundo é que, em matéria de defesa dos direitos dos gays, essas passeatas não funcionam. Pelo contrário: aquelas cenas de homens quase nus se pegando e se beijando em cima de um caminhão podem fazer com que políticos e juízes pensem que somos todos promíscuos ou incapazes de adotar e educar uma criança.
Happy End
Relacionamentos gays são mais saudáveis, diz pesquisa
O instituto de pesquisa Rockway, de San Francisco, anunciou que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são mais saudáveis que entre heterossexuais.
Uma série de estudos revelou que pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo têm maior probabilidade de relacionamentos maritais e familiares do que aquelas em um relacionamento hétero. Robert Jay, diretor executivo do Instituto Rockway disse que a flexibilidade de gênero dos papéis desempenhados pelas pessoas em um relacionamento gay e a divisão igualitária nas questões domésticas e familiares resultam em relacionamentos mais saudáveis que aqueles heterossexuais apoiados em moldes antigos.
Fonte: Mix Brasil
Coisa séria a se pensar, mas, por enquanto, vou ficar em cima do muro. Pode ser que sim, pode ser que não….
Eu te disse! Eu te disse!

Bom, ja tá na imprensa. O psiquiatra do BBB8, Marcelo, confessou ser gay. Pena que não foi no ao vivo com o Pedro Bial como foi com o Jean Willis.
Esse sim foi corajoso!
Mas, o psiquiatra não deixou por muito menos. Escreveu no blog do programa que tem orgulho do que é:
“Então todos sabem agora, sem disse-me-disse, e com muita dignidade! Não foi fácil, mas as coisas não acontecem por acaso, e talvez essa fosse minha maior missão aqui na Terra, então tentarei cumpri-la da maneira mais honesta possível! Sei que muitos me condenarão por estar me expondo assim mas não temo algo que me é tão natural. Deus me fez assim, e me orgulho! Beijo a todos!”
Urugay
O país deu um olé no Brasil. Que na sua prepotência ainda imaginava ser o gigante da América do Sul. Em todos os aspectos.
A programação será a seguinte: casamento em Montevidéu e lua de mel em Punta del Leste.

Nossos comerciais, por favor!
Vc está super feliz, vendo The L Word quando dá o intervalo.
“Ah, que saco! Logo agora que a Shane ia pegar essa gata”!
Mas, se for uma propaganda como essa, vale a pena!
Essa é a versão lés.
Para a versão masculina, basta pegar o link aqui.
Hillary

Eu gosto dos Clinton.
Não tive a menor peninha da Hillary no episódio da estagiária. São as perdas e danos do poder. Além do que achei a tara do Bill hilária! A onda dele é enfiar charuto nas moças, gozar na barra do vestido ou qualquer outra coisinha boba.
Nada SDM, violento ou escatológico. Na época teria sido ótimo descobrir que Bill se amarra num bondage, numa inversão ou algo mais criativo. A tara dele é meio nerd.
Contudo, a pose a Hillary foi dignérrima.
Nada que de longe nos lembre a cafonérrima Rosane Collor, que fazia questão de chorar nas cerimônias públicas, posar sem aliança, combinando roupa, sapato e bolsa. ECA!!!
Estou torcendo para a Hillary conseguir disputar as eleições. Quero vê-la na Casa Branca. Mas sei que qualquer coisa é melhor que o louco raivoso do Bush.
Agora, essa notícia é o tipo de notícia bem cafona que os republicanos plantam, né? Aquela coisa bem infantil dizendo que fulano de tal experimentou um cigarro de maconha na faculdade. Agora, se for verdade, eu só posso dizer: Valeu, Hillary!!!
Rumores apontam que Hillary Clinton namora a chefe de gabinete
Os boatos sobre a suposta homossexualidade de Hillary Clinton ganharam reforço esta semana.
Circulam rumores nos blogs republicanos e rivais que a candidata à presidência dos EUA tem um romance com a chefe de gabinete Huma Abedin. Huma Abedin é secretária pessoal da senadora Hillary Clinton e começou a trabalhar com ela em 1996.
Abedin, de 32 anos, nasceu em Michigan (EUA) e é filha de um professor indiano de religião islâmica, que faleceu quando ela tinha 17 anos, e de uma professora paquistanesa, que vive na Arábia Saudita.
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