Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

Campanha Homoparental

A propaganda do novo Fiat Croma, na Europa, mostra famílias de todos os jeitos. Inclusive, as homoparentais.

Fevereiro 28, 2008 Publicado por Mari | campanha, homoparentalidade | | Sem comentários ainda

Maternidade – "ser ou não ser? Eis a questão!"

Não tive como deixar de pensar no assunto diante das duas notícias (abaixo) que surgiram hoje.

Acho que a idéia de que “a mulher só se realiza através da maternidade” é um grande mito cultural das sociedades. É pura criação da burguesia. Isso não sou eu quem diz ou acho. É História.

Enquanto a nobreza estava no poder, a maternidade acontecia como um percurso, algo pertencente à natureza feminina. Mas, não era carregada de todo esse cunho sentimental. Até porque as pessoas morriam cedo e a expectativa de vida era muito pequena. As mulheres pariam como transavam, se vestiam, trabalhavam etc. Era um fato da vida.

Com a ascensão da Burguesia, a coisa mudou. Era necessário que a Burguesia fosse totalmente diferente da nobreza para marcar seu espaço. Assim foi a criação de todo essa lenda sobre a maternidade.

Devemos levar em conta, um aspecto importante: a maternidade e toda essa aura tiraram a mulher da rua e a trancafiou em casa. O que fazia parte da ideologia burguesa. As mulheres da Nobreza eram atuantes. Rainhas, princesas, trabalhadoras, amas, empregadas. Elas saiam de casa e estavam no mundo. Aos homens da Burguesia não interessava dividir o poder com as mulheres. Já bastava ter que agüentar os aristocratas.

Para saber mais disso, um dos livros que mais gosto e recomendo (fiquei apaixonada quando li) é “Um Amor Conquistado – O Mito do Amor Materno”, de Elisabeth Badinter.

O livro está esgotado, mas pode ser encontrado no Estante Virtual.

A maternidade, para mim, é uma questão que ainda não está resolvida. Daqui a dois meses, faço 36 anos. O corpo tem pressa. Mas a cabeça não. Acho que ainda tenho todo o tempo do mundo para resolver se quero ser mãe.

Digo resolver porque não penso que ter um filho seja uma equação matemática:

Mulher = Mãe = Filho

São coisas diferentes.

Sinto-me feliz e realizada não sendo mãe. E não acho que me sentirei mais feliz ainda só pelo fato de ser mãe. Até porque o que tanto quero decidir e sentir é que não quero ter um filho para mim.

Infelizmente, é o que vejo com a maioria das mulheres. O medo da solidão, de terminarem a vida sozinhas e velhas, as faz ter filhos.

Isso não é para mim. Não mesmo.

Não acho que filho seja sinônimo de nada. Muito menos de companhia ou cuidados na velhice.

Caso resolva ter um filho com minha mulher, tenho certeza que optarei pela adoção. Não sinto necessidade de ter um ser que surja e cresça em minhas vísceras. Não me vejo grávida e não idealizo a gestação.

Adotar é uma idéia antiga em minha vida. Sempre quis adotar uma criança. Talvez seja a minha atração/identificação pelos excluídos socialmente. Os sem pária, os sem mães. Os que ficam nos porões.

Ainda tenho uns poucos pares de ano para pensar e decidir. Até lá, vou adorando (e aprendendo) a conviver com minha enteada. Uma linda “aborrecente” de 11 anos que, atualmente, só faz repetir como uma papagaio a seguinte frase:

- Vocês são umas chatas!!!

E eu e Ela ficamos rindo muito porque chata está ela.

Janeiro 31, 2008 Publicado por Mari | homoparentalidade | | 1 Comentário

Será a tão desejada independência das lésbicas e Gays??

Cientistas criam espermatozóide a partir de célula feminina

Cientistas britânicos afirmam ter criado espermatozóides a partir de células-tronco da medula óssea feminina – abrindo caminho para o fim da necessidade do pai na reprodução.

A experiência vem sendo desenvolvida por especialistas da Universidade de New Castle que, em abril do ano passado, anunciaram ter conseguido transformar células-tronco da medula óssea de homens adultos em espermatozóides imaturos.

Em entrevista à última edição da revista New Scientist, Karim Nayernia, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse que agora os cientistas repetiram a experiência com células-tronco da medula óssea de mulheres, podendo “abrir caminho para a criação do espermatozóide feminino”.

No trabalho, ainda não publicado, Nayernia disse à New Scientist estar esperando a “permissão ética” da universidade para dar continuidade ao trabalho, que consistiria em submeter os espermatozóides primitivos à meiose, um processo que permitiria a maturação do espermatozóide, tornando-o apto para a fertilização.

“Em princípio, eu acredito que isso seja cientificamente possível”, disse Nayernia.

O estudo, afirma a revista, poderia possibilitar que um dia, casais de lésbicas poderão ter filhos sem a necessidade de um homem, já que o espermatozóide de uma mulher poderia fertilizar o óvulo da outra.

Brasil

A New Scientist ainda relata uma experiência que está sendo realizada por cientistas brasileiros no Instituto Butantan, em São Paulo.

Segundo a revista, os especialistas estariam desenvolvendo óvulos e espermatozóides a partir de uma cultura de células-tronco embrionárias de ratos machos.

A revista cita o trabalho publicado pelos brasileiros na revista especializada Cloning and Stem Cells (Clonagem e células-tronco, em tradução literal), em que os pesquisadores disseram ainda não ter provado que os óvulos masculinos poderão ser fertilizados e procriar.

“Estamos agora começando experimentos com céulas-tronco embrionárias humanas e, se bem-sucedidos, o próximo passo será ver se óvulos masculinos poderão ser feitos a partir de outras células”, disse a coordenadora da pesquisa, Irina Kerkis.

Essas outras células, que se comportariam de maneira semelhante às embrionárias, poderiam ser encontradas na pele humana, afirma a revista.

Isso abriria a possibilidade para que casais gays masculinos também tenham filhos com 100% de seu material genético.

Nesse caso, um dos homens doaria células de sua pele, que seriam transformadas em um óvulo a ser fecundado pelo espermatozóide do parceiro.

Uma vez fertilizado, o óvulo seria implantado no útero de uma mulher.

“Eu acredito que isso seja possível, mas não sei como as pessoas encarariam isso de forma ética”, disse Kerkis.

Fonte: BBC Brasil

Janeiro 31, 2008 Publicado por Mari | homoparentalidade, união | | Sem comentários ainda

Primeira Adoção de Mulheres no Rio de Janeiro

Essa notícia chegou a nós através de um membro da *Lelist (se você não faz parte da Lelist está esperando o que??). É uma grande vitória para as lésbicas de todo o Brasil. Cada vez mais, a Justiça reconhece as famílias homoparentais.

Muitas felicidades para essa família linda!

E que várias mulheres consigam o reconhecimento de suas famílias por todo o Brasil!!

“Eu e minha companheira moramos no Rio de Janeiro e resolvemos em 2003 adotar uma criança. Demos entrada no Juizado da Infância – e a principio apenas o nome da minha companheira apareceu no pedido. Mas eu fiz questão de anexar no processo todos os meus documentos (os
mesmo que foram pedidos para ela). Em 2005 fomos habilitadas e encontramos nosso menino. Em todas as entrevistas e até mesmo no curso (temos que fazer um curso no próprio Juizado) eu participei.
No final de 2005 (nosso menino chegou em abril) solicitamos junto ao Juizado que meu nome fosse incluido na certidão. Resumindo: No dia 09/1/2008 saiu a certidão de nascimento do nosso filho e com as seguintes informações:
Ao invés de nome do pai e da mãe – saiu: filho de Fulana1 e
fulana 2
Avós paternos e avós maternos – saiu tendo como avós fulanos
1 e fulanos 2
É com muito orgulho que te escrevo para dizer que fomos o primeiro casal feminino que conseguiu adoção em conjunto aqui no Rio de Janeiro. E é legal divulgar isto para outras mulheres que querem adotar consigam o mesmo.
Quem assinou o nosso processo foi a Doutora Ivone Caetano (Juiza da Infância e Juventude) e todos os funcionários do cartório ficaram emocionados com a nossa vitória.
Nosso filho hoje tem 4 anos, um nome lindo e duas mães que amam muito”.

*Lelist: A Lelist é uma lista de discussão para lésbicas do Yahoo Grupos. Tem como owner a minha querida amiga Priscila Galvão. Falo por experiência própria: a Lelist é um instrumento de esclarecimento e reflexão. Além de ser uma oportunidade ímpar de se conhecer mulheres inteligentes e fantásticas de todo o Brasil.

Juntas somos mais fortes!!!

Janeiro 31, 2008 Publicado por Mari | adoção, homoparentalidade, maternidade | | Sem comentários ainda

Mamy & Mamy

O estúdio de animação Us2 LLC, de Nebraska, Estados Unidos, lançará em DVD a primeira animação infantil estrelada por um casal homossexual. “Buddy G – My Two Moms and Me” (Buddy G – Minhas Duas Mães e Eu) mostra o cotidiano de uma família formada por um menino de 5 anos, sua mãe biológica e a namorada dela.

Produzido com técnicas de computação gráfica tridimensional, o desenho chega às lojas norte-americanas antes do Natal e pode ser adquirido também pelo site oficial, BuddyG.tv.

Dezembro 10, 2007 Publicado por Mari | homoparentalidade, mídia | | Sem comentários ainda

Famílias Homoparentais

Matéria da Isto É da semana.

Novembro 26, 2007 Publicado por Mari | homoparentalidade, mídia | | Sem comentários ainda