Era só o que faltava, né?
Deputado israelense culpa homossexuais por terremotos
JERUSALÉM (AFP) – Os homossexuais são responsáveis pela onda de terremotos que atingiu Israel nos últimos meses, porque Deus advertiu que não se deve “menear” os genitais indevidamente, disse nesta quarta-feira no Knesset (Parlamento) um deputado israelense ortodoxo.
“O Talmud nos ensina que uma das causas dos terremotos é a homossexualidade”, disse Shlomo Benizri, um dos 12 deputados do partido Shass, referindo-se ao livro que reúne a tradição oral religiosa judaica.
O Knesset legalizou o homossexualismo em 1988 e nos anos seguintes diversas leis passaram a reconhecer os direitos dos homossexuais.
“Deus disse que sacudiria o mundo ‘para despertar-vos se menearem vossos genitais’ onde não tenham que fazê-lo”, afirmou Benizri em uma comissão parlamentar que estuda medidas para proteger o país dos tremores.
Israel sofreu uma série de terremotos nos últimos meses, o último deles na sexta-feira passada, de 5 graus na escala Richter.
O Vale do Jordão, o Mar Morto e, mais ao sul, o deserto de Arava e o Mar Vermelho se encontram sobre a falha sírio-africana, local de freqüente atividade sísmica.
Homofobia
O Globo
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Aulas de intolerância
Gays espancados na UFRJ e na UFMA. Homossexuais ameaçados e intimidados na USP. Casal de estudantes lésbicas expulso por segurança da UFF, depois de trocar beijos. Bandeiras do arco-iris queimadas na UFT (Tocantins). Cartazes de um grupo de minorias sexuais vandalizados na Rural. Gays e lésbicas ofendidos em grupos de discussão no curso de direito da UFRJ.
As denúncias acima não viraram manchetes. Mas todas foram feitas de dois anos para cá em importantes instituições de ensino superior do país. Não há números sobre abusos cometidos contra minorias sexuais em universidades, mas não são raros os universitários gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros com histórias de preconceito para contar. Desde cedo, eles aprendem uma lição amarga sobre a academia, suposto lugar de diversidade e tolerância: ela abriga inúmeras manifestações de homofobia, menos ou mais explícitas, quase sempre sob o silêncio das reitorias.
Um dos casos recentes mais emblemáticos de violência física se deu no fim do ano passado e terminou sem punição. O aluno de pedagogia da Uerj João (nome fictício) conta ter sido espancado por um colega durante um congresso estudantil, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). João e um grupo extenso de heterossexuais defendiam idéias contrárias às do grupo do agressor. Mas o estudante gay foi o único atacado. Tudo em meio a insultos homofóbicos: – Ele começou a me xingar de “veado”. Não reagi. Mesmo assim, ele disse: “Vou bater nesse veado”.
Junto com um amigo, partiu para cima de mim. Ele me deu muitos socos no rosto, nas costas, na cabeça. Corri, mas ele veio atrás, socando muito. Só uma menina magrinha da Unirio se pôs na frente. Ninguém mais ajudou. Chamada, a polícia maranhense foi embora tão logo os seguranças da faculdade contaram o motivo da agressão. João não registrou queixa, e tanto a UFMA quanto a Uerj nunca se manifestaram sobre o episódio. Ele conta que, mesmo afastado do movimento estudantil, continuou a ser ameaçado pelo rapaz. E, na Uerj, até mesmo um professor já o teria discriminado. – Eu estava na mesa de apuração, na eleição da reitoria, em dezembro. Ele se aproximou e me disse que não achava legal eu mostrar meus trejeitos gays – afirma João, que não prestou queixa na reitoria e não revelou a identidade do professor.
O Grupo GLBT Diversitas relata que, na UFF, no final de 2006, uma estudante de arquitetura sofreu discriminação de quem deveria protegê-la. Ela beijava a namorada no campus do Gragoatá, em meio a casais heterossexuais que faziam o mesmo, quando teria sido abordada por um segurança. Aos gritos, ele teria perguntado se “aquilo” era permitido e ordenado que elas saíssem.
- O segurança disse que elas não podiam se beijar dentro da universidade. Na época, a UFF foi informada, mas não fez nada. Fizemos barulho, levamos o caso a público, mas não houve manifestação oficial – diz Margarida Abrahão, do Grupo GLBT Diversitas, que promove na universidade debates e eventos pela promoção da diversidade sexual. O pró-reitor de assuntos acadêmicos da UFF, Sidney de Mello, afirmou desconhecer casos de discriminação desde que assumiu, no fim de 2006. As meninas não quiseram falar sobre o episódio. A dificuldade de se expor é comum. Mas há quem prefira mostrar o rosto e narrar a violência enfrentada. Como o estudante de letras Marcos Visnadi, da USP. Em 2006, depois de uma festa na Cidade Universitária, no Butantã, ele foi cercado, num ponto de ônibus, por um grupo que o vira com o namorado. – Eles me xingavam. Eu tentava conversar, mas não rolava. Aí começaram a bater com um pedaço de madeira ao meu lado.
Milagrosamente, passaram guardas universitários, que os intimidaram e me levaram a outro portão. Cheguei a pensar em não contar nada, mas resolvi me expor. E conheci muitos outros casos. No começo, eu achava essas manifestações de ódio chocantes. Mas, depois que você as vive em ambientes diferentes, vê que são algo difundido. Outra história reforça essa opinião. No campus Zona Leste da USP, um casal de lésbicas que cursa design conta ter sofrido discriminação por parte de uma policial militar há cerca de dois anos.
- Minha namorada estava no meu colo, na cantina. A policial passou por ali e me viu dando um selinho nela. Então disse: “Eu não sabia que homossexualismo era permitido por lei”. Eu respondi: “Não sabia que era proibido”. Ela retrucou que a USP era uma faculdade de família, e começamos a discutir – disse uma delas, Bárbara (nome fictício). – Ela me levou para o posto policial e queria me enquadrar por atentado ao pudor.
Pelo Código Penal, não existe tal tipificação. No artigo 214, “atentado violento ao pudor” é definido assim: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal.”
Nova força GLBT nas faculdades
O debate sobre homofobia na universidade se torna mais comum à medida que os próprios movimentos estudantis saem do armário. A UNE criou, há menos de quatro anos, sua diretoria LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), e começam a ganhar corpo os coletivos de minorias sexuais das universidades. Um dos pioneiros foi o Prisma, da USP, hoje em rearticulação.
Na Rural, o Movimento Pontes surgiu há dois anos e já teve provas de que não é exatamente bem-vindo. Não por todos. – No último Dia do Orgulho Gay (28 de junho), fomos ameaçados ao pôr a bandeira do arco-iris no DCE. Em outubro, nossos cartazes foram rasgados por um estudante de agronomia. Nós o flagramos e denunciamos ao reitor. Ele negou até o fim, mas aceitou a pena: teve de colar nossos cartazes e se retratar – conta Luciano Almeida, do Pontes. A diretora nacional LGBT da UNE, Dani Braga, diz que, na Federal do Tocantins, onde faz comunicação, quase foi agredida ao colar cartazes e instalar bandeiras: – Nosso coletivo, o Tear, surgiu no fim de 2006. Fomos ameaçados, tivemos de correr, mais de uma vez, em meio a xingamentos de estudantes, que gritavam não querer “sapatões” e “veados” ali.
Em junho, queimaram uma bandeira nossa do arco-iris. Outra sumiu – lembra Dani, que organiza para agosto, pela UNE, um encontro LGBT na UFRJ. A Federal, aliás, tem dois coletivos GLBT. O Parthenon, da universidade toda, surgiu há dois anos. O FND-GLBT, da Faculdade de Direito, nasceu há alguns meses. E já enfrenta problemas. Desde novembro, cartazes afixados pelo grupo no mural vêm sendo arrancados ou pichados com inscrições homofóbicas. – As trocas de e-mails dos grupos de discussão sobre o assunto mostraram como há intolerantes cursando direito. É chocante pensar que serão nossos futuros juízes, procuradores. Houve ameaças nas discussões. Um garoto gay está sendo perseguido sistematicamente por um homofóbico – conta Rennan Diniz, membro do coletivo.
Para o sociólogo Denílson Lopes, especialista em diversidade sexual, a evidente dificuldade das instituições em combater a homofobia tem a ver com a cultura homofóbica arraigada na nossa sociedade. Se a luta contra discriminação racial ou de gênero já avançou, a discriminação de minorias sexuais ainda é aceita: – Quando comecei a estudar essas questões, em 95, eu achava que a universidade era o espaço propício para discussões abertas, mas vi que as pessoas tinham até mais medo de perder emprego, de se expor. Hoje, o grande discurso que catalisa o preconceito é o religioso. Por outro lado, na medida em que tem visibilidade maior, o tema começa a entrar na escola, na vida das pessoas. O MEC, pela primeira vez na História, tem políticas para combater a discriminação. É um começo.
A dor do soco e do preconceito
Madrugada de 23 de março de 2007. Depois de passar a noite com o namorado numa chopada na Cidade Universitária da UFRJ, sob muitos olhares de reprovação, o estudante de biofísica Rogério (nome fictício) resolveu ir embora. No estacionamento, ele, o namorado e a irmã foram cercados por um grupo.
- Eram quatro caras. Quando beijei meu namorado, eles começaram a nos xingar de “veados”. Perguntei por que se preocupavam tanto. Ao me virar, senti a pancada no rosto. Depois de ser espancado, liguei três vezes para a polícia, que não apareceu. Rogério diz ter procurado ajuda fora do campus. Na Linha Vermelha, encontrou uma viatura: – Os PMs só foram solícitos até eu contar por que fui agredido. Dali, foram frios e não quiseram nos dizer onde fica a delegacia da Ilha. Mesmo assim fui para lá. Ao chegar, o delegado me demoveu da idéia de registrar queixa. Disse que eu seria autuado por atentado ao pudor. Rogério diz ser chocante que algo assim aconteça numa universidade, para ele “o lugar ideal para discutir cidadania”: – A homofobia é comum em cursos machistas.
Uma professora já fez piadas infames na sala. Você perde um estágio por ser gay. Tudo isso é velado, difícil de combater. A Megazine não localizou o delegado de plantão naquela noite. Já a reitoria da UFRJ informou que, após a agressão, proibiu as chopadas. Na época, a universidade não se pronunciou. Depois, o prefeito da Cidade Universitária, Hélio de Mattos, foi a uma manifestação GLBT no campus, representando o reitor.
Como procurar ajuda
Se você for vítima, dentro de uma universidade, de algum tipo de agressão física ou verbal, por causa da sua orientação sexual, é recomendável que registre a queixa numa delegacia policial. Como comprovam os depoimentos das vítimas, as reitorias não costumam se manifestar sem o documento. Embora não haja legislação específica que puna a homofobia – o Projeto de Lei 122 tramita há dois anos no Congresso, sem previsão de aprovação, principalmente por pressões da bancada religiosa -, a violência verbal pode ser registrada como ofensa ou ameaça. Os grupos GLBT das universidades estão preparados para ajudar nos trâmites de processos internos. Mesmo que você não queira se expor, eles poderão pressionar a direção por uma resposta efetiva
Alessandro Soler » asoler@oglobo.com.br
Mass Effect
Eu não entendo nada de jogos virtuais. Não jogo na vida, muito menos na tela do computador.
Nunca tinha ouvido falar desse jogo. Assim que cheguei, lendo os emails de uma lista que participo, fiquei sabendo da polêmica do jogo Mass Effect.
“Game com cena lésbica proibido e liberado em Cingapura vira fenômeno dos aficcionados no console
O lançamento do jogo de videogame Mass Effect causou rebuliço. Proibido em Cingapura por conter uma imagem lésbica entre a heroína e uma personagem robótica extraterrestre, o jogo virou fenômeno de massa. O governo do país acabou liberando o jogo um dia depois de proibi-lo, o suficiente para conferir publicidade mundial ao game.
O governo de Cingapura entendeu que a cena erótica entre uma alienígena e a heroína do jogo não poderia ser considerada lésbica – o que é proibido no país. A reviravolta do jogo veio em seguida. Viciados em games descobriram que é possível conseguir um companheiro masculino ao protagonista, o que tornou o jogo não só lésbico como também gay.
Outros efeitos do jogo acabaram ganhando fóruns de aficciondos na internet. Uma lista com outros títulos de games que contém cenas lésbicas não tardou a ser divulgada. Leisure Suit Larry: Magma Cum Laude, Fear Effect 2, Outlaw Golf 2, Rule of Rose e Rumble Rose são alguns deles.
Agora o mundo do games ficou, por que não dizer, algo mais divertido.”
Fonte: Mix Brasil
Curiosa, fui ver os vídeos no You Tube:
Cartinha para o Papai Noel
Que o Brasil passe a ter orgulho de todos os seus cidadãos. Que todos sejam tratados com os mesmos direitos e deveres. Sem discriminação e intolerância. Que as mentalidades possam ser modificadas e transformadas.
Sem palavras!
Gay é espancado ao sair de boate em Niterói
RIO – Em vez de seu habitual sorriso, o estudante Ferruccio Silvestro, de 19 anos, vem mostrando no rosto as marcas da intolerância: homossexual assumido, ele foi espancado na madrugada do dia 30 passado, depois de sair de uma boate gay
- Eles pareciam estar drogados. Foram dezenas de socos e pontapés, só na cabeça – contou o rapaz.
Depois de alguns minutos de surra, o estudante desmaiou. Ferruccio disse acreditar que os agressores só foram embora por pensarem que ele estava morto.
- Essa foi a minha sorte – disse o jovem, que recebeu alta na terça-feira do Hospital Universitário Antônio Pedro, onde passou quatro dias internado.
Na quarta-feira, Ferruccio esteve novamente no local onde foi espancado. Ele – que tem evitado andar sozinho – lembrou das palavras ditas por um dos agressores a uma garota que o acompanhava:
- Ele disse: “Nós vamos matar o seu amigo”. Mas, graças a Deus, fui mais forte e estou aqui para lutar contra esse tipo de violência.
Durante o tempo em que ficou internado, os amigos de Ferruccio denunciaram o crime através da internet. Fotos do rapaz muito machucado, no leito do hospital, ilustraram várias páginas do site de relacionamentos Orkut.
O advogado Valério Aguiar, do Grupo Diversidade de Niterói, disse que Ferruccio deve prestar depoimento na 76ª DP (Centro) – onde foi feita apenas uma Verificação de Procedência de Informação (VPI) – até amanhã. O jovem tentará, ainda, fazer o retrato falado de seus agressores. Duas pessoas que estavam com o estudante também irão à delegacia.
- Estamos preocupados com isso. Vamos redobrar a atenção na área da Praça da Cantareira,
Não vou ficar pensando nos motivos que podem levar um bando de cretinos a cometer um ato desses.
Diante de casos como esse, do índio em Brasília, da doméstica na Barra, dos skinheads em SP que matam gays, nordestinos, negros, travecos e tantos outros casos Brasil a fora…..
Nesse momento, eu só Quero que as razões se fodam!
Todas as Cores do Amor
Todas as Cores do Amor
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e näo tivesse amor, (…) eu nada seria”. I Coríntios 13: 1-2.
A principal mensagem do evangelho de Jesus Cristo é o amor. Isso está evidente na máxima segundo a qual devemos “amar o próximo como a nós mesmos”. O amor também é o fundamento da maioria das religiões, cristãs e não-cristãs.
Infelizmente, o amor cedeu espaço à intolerância na análise do PL 122/2006, em trâmite no Senado Federal, que torna crime a prática da homofobia.
A polêmica é falsa. Primeiro, porque o pleno exercício da sexualidade, livre de preconceito, discriminação e violência é um direito de todas as pessoas
Segundo, porque a lei não instituirá comportamentos. Eles já existem. O PL 122/2006 apenas assegurará que as individualidades das pessoas homossexuais não sejam violadas pelos que não aceitam a livre orientação sexual e a identidade de gênero.
O Brasil é campeão de homofobia. Mais de uma centena de seres humanos são barbaramente assassinados anualmente apenas por serem homossexuais. Milhares de outros sofrem agressões físicas e psicológicas, diariamente, somente porque amam seus iguais.
Homossexualidade não é doença! Os gays são mais de 18 milhões de cidadãos e cidadãs tratados como seres de segunda categoria, pois têm os mesmos deveres mas não podem usufruir dos direitos garantidos aos heterossexuais.
O que o PL 122/2007 faz é eleger a integridade física e psicológica das pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (GLBT) à dignidade de bem jurídico tutelado pelo direito penal. Ou seja, ele criminaliza a homofobia, submetendo essa prática às mesmas penas previstas para o racismo. Seu grande mérito é desestimular comportamentos homofóbicos, em especial os crimes que hoje em dia são praticados com requintes de crueldade.
Interpretações baseadas em leituras fundamentalistas da Bíblia não podem inviabilizar a criminalização da homofobia. Os argumentos de que o PL atinge os princípios da liberdade de expressão e da liberdade religiosa também não se sustentam, já que o projeto apenas pune condutas e discursos discriminatórios. Se o racismo, a discriminação de gênero e a xenofobia já são crimes, por que não a homofobia?
O projeto não interfere na liberdade de culto ou de pregação religiosa. Essa liberdade é uma grande conquista da civilização contemporânea. Seu fundamento essencial é a separação entre Igreja e Estado, ou seja, o Estado laico. “A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”. Assuntos religiosos têm que ser tratados pelas religiões. Políticas públicas são questões de Estado.
O mesmo Estado laico que assegura a liberdade religiosa, impede que as crenças interfiram nas políticas públicas. Por esse motivo, as religiões podem manifestar livremente juízos de valor teológico sobre a homossexualidade, mas não podem impedir que o Estado brasileiro comece a pagar a dívida inaceitável que tem com a comunidade homossexual. Também não podem praticar condutas discriminatórias e incitação à violência.
A homossexualidade, para alguns, é pecado. Para outros, sem-vergonhice. Pensamos que não é nem uma coisa nem outra. É apenas uma das muitas faces da complexidade humana. À sociedade e ao Estado cabe respeitar a liberdade dos que possuem uma orientação sexual diferente. Diversas religiões entenderam isso, tanto que a Igreja Cristã Metropolitana e a Igreja Anglicana aceitam a homossexualidade, ordenando, inclusive, religiosos homossexuais para postos de destaque em suas fileiras.
As relações homoafetivas são um fato. Elas geram direitos e deveres.
O PL 122/2006 causa polêmica porque nossa sociedade ainda é marcada por traços machistas, sexistas e homofóbicos. Alguns setores ainda não aprenderam a conviver com o diferente, o que causa estranhamento em um país com tanta diversidade cultural, social e religiosa como o Brasil.
A “paz de cemitério” que reinava, até a década de 90, entre homofóbicos e as pessoas GLBT beneficiava apenas aos primeiros, em detrimento da dignidade e dos direitos humanos dos segundos. A invisibilidade dos homossexuais diminuiu sensivelmente com as paradas e as políticas públicas que, finalmente, começam a ser implementadas no Brasil. A maior parada gay do mundo reuniu mais de 3,5 milhões de pessoas
A visibilidade dos homossexuais trouxe consigo os conflitos. Mas o regime democrático não pode resolver esses conflitos oprimindo os homossexuais ou mantendo-os no anonimato. Ao contrário, deve fazê-lo alargando a cidadania, de sorte a incorporar os GLBTs.
Nesse contexto, o PL 122/2006 ajuda o Brasil a enfrentar a guerra desumana contra o preconceito e a discriminação. Representa um passo importante na caminhada em defesa da dignidade humana das pessoas GLBT. É, enfim, um projeto que homenageia o amor, em todas as suas cores.
Iran Barbosa é professor e deputado federal pelo PT/SE.
Poderosa!
Foto de Rogéria seminua é censurada em exposição na Câmara
É pra rir ou chorar?
A Rogéria é um luxo! Ela é que não devia deixar uma foto dela ser exposta em um lugar como a Câmara!
Justiça nele!
A Rosana Hermann é dona do blog Querido Leitor.
Rosana chamou para si a responsabilidade e vai processar um leitor que publicou comentários racistas, homofóbicos e anti-semitas em seu blog. Veja aqui a notícia.
Tomare que se faça justiça nesse caso.
Politica(gem)

Não sou do partido A, B ou C.
Mas, gostei desse texto da Senadora Fátima Cleide.
Detalhe: tenho o maior tesão em bruxas!
AS BRUXAS DO DIA
(Senadora Fátima Cleide – PT/RO)
O 31 de outubro entrou para a agenda de festas anuais no Brasil – ao menos nas grandes e médias cidades. É o “Dia das Bruxas”, o Haloweem importado na América do Norte.
Confesso que o “Dia das Bruxas”, tal como se instala entre nós, incomoda um pouco pra além do meu sentimento nativista. Sobretudo quando vejo, refletidas nas vitrines dos centros comerciais, as pessoas tomadas por aquele novo apelo ao consumo rápido de mais um produto cultural importado, recém chegado, requentado com sotaque nova-iorquino. Enquanto isso, não percebemos sacis e mapinguaris sumindo do mapa, junto com rios e florestas, exauridos pela indústria transnacional.
Mas o Haloweem me incomoda também na medida que o mito da bruxa substitui a realidade da mulher que se fantasia nele.
Bruxa, não por acaso, ao longo dos tempos refere-se em geral à entidade feminina, maligna, execrável, que só se anula com a morte – desde que Eva conduziu Adão ao pecado original – e, com isso, a dor e a morte aos seres humanos. No entanto, como fast-food cultural, como estímulo ao consumo rápido e generalizado, são bem recebidas no mundo moderno.
Portanto, a propósito do “Dia das Bruxas”, quero tratar das bruxas da realidade, aquelas apontadas como tal no meio social, pois esta imagem me parece bem adequada ao contexto da intensa polêmica sobre o Projeto de Lei da Câmara 122 de 2006, que busca coibir a discriminação a homossexuais, tipificando-
Porque, na condição de relatora desse projeto na Comissão de Direitos Humanos do Senado, com parecer favorável à sua aprovação, há pessoas que se referem a mim como uma espécie de bruxa, que trabalha diabolicamente para instituir a orgia geral no Brasil, cúmplice de um plano internacional para implantar a ditadura gay no mundo. Tenho recebido, até de colegas de Parlamento, farto material publicado com advertências neste sentido.
No entanto, o PLC 122 de 2006 apenas estende aos homossexuais a proteção de leis que já vigoram há anos, no combate ao racismo e ao preconceito contra etnias, povos e religiosos, além dos estatutos que definem proteção especial a idosos, crianças e adolescentes, mulheres e deficientes físicos.
O Congresso Nacional e a sociedade já reconheceram a necessidade de regras específicas de convivência para assegurar plena cidadania a esses segmentos da população. O PLC 122 de 2006, portanto, tenciona tão-somente estender esse reconhecimento e conseqüente proteção a mais um grupo social notoriamente vitimado por cruel e múltipla discriminação: os homossexuais e transexuais.
No entanto, a dificuldade extraordinária neste caso deve-se às pessoas que não os reconhecem como sujeitos de direito e até afirmam que a sociedade passaria melhor sem eles – ou, ao menos, sem sua sinceridade; que já há suficiente liberdade e realização plena na heterossexualidade.
Por muito tempo acreditou-se também que o mundo não precisava de mulheres na política, na economia, na produção de conhecimento, transitando para além do trajeto entre a cama, o tanque e o fogão.
O apóstolo Paulo, em Coríntios, diz que a mulher foi criada apenas para servir ao homem; e, em Efésios, que devem se submeter em tudo a seus maridos.
O humanista gaúcho, Marcos Rolim, em pronunciamento memorável à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, ressalta, com muita propriedade que essas determinações são abundantes na literatura sacra e fundamentam “um dos fenômenos mais terríveis da cristandade: o período de caça às bruxas”.
O aspecto da mulher é belo, reconhecia-se, mas sua companhia podia ser mortal. Sua sexualidade (…) passava a ser doravante associada a atributos infernais. (…) Desde sempre imperfeita e perigosa, a mulher possuía menos fé, por natureza. Aliás, assinala-se, deriva desta convicção o vocábulo “feminina” que vem de “fé” “mina”; ou, simplesmente, “menos fé”. Calcula-se que no espaço de três séculos – de
E, quando falamos em gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, de quem estamos falando? De pessoas de bem, que tocam sua vida com dignidade, apesar do preconceito – desde a conduta corriqueira dos indivíduos até a omissão institucional de direitos civis; pessoas comuns, que pagam suas contas e cumprem compromissos com responsabilidade; que precisam trabalhar para viver, e se desenvolver material e espiritualmente, que amam, se apaixonam, choram e louvam o amor… como todo ser humano!
Pessoas assim, aos milhares, que diferem da maioria apenas quanto à sua libido – que é orientada para relações sexo-afetivas com pessoas do mesmo sexo ou de ambos os sexos. Há, inclusive, os que nascem com características físicas especiais mais explícitas – como, por exemplo, alguém dotado de mamas femininas, útero, ovários e um pênis no lugar do clitóris. Assim como outros nascem com outros órgãos, sistemas ou membros alterados em relação ao padrão anatômico mais comum. Os superdotados e os débeis, os muitos tipos do que se chama deficiência física. Todas essas pessoas vivem sob o estigma da “aberração”, da “anormalidade”
Mas, será que, na civilização do terceiro milênio depois de Cristo, alguém ousaria usar de função pública para defender que essas “aberrações” são expressão de seres abomináveis, menos humanos e naturais que os demais? Que sua deformação nos agride e que cuidem de se reformar, de se arrepender de terem nascido assim; de adotar o formato padrão, ou desapareçam?
Não. No Brasil de hoje tal comportamento é considerado crime, quando assim se refere a negros, índios, religiosos de todos os credos, qualquer procedência nacional, deficientes físicos, idosos e crianças. Falta incluir os homossexuais.
No entanto, nem sempre foi assim. Houve época em que o Estado entendia que negros e índios não eram cidadãos; que não tinham alma; que eram seres criados junto com animais para servir ao homem branco, macho e rico, até a exaustão, e serem eliminados e substituídos por novos indivíduos quando não servissem mais.
Do mesmo modo, houve tempo em que se perseguiam, torturavam, aprisionavam e matavam cristãos. Como também houve época em que reinados e impérios cristãos perseguiram ateus, curandeiros, cientistas e muitas mulheres.
Assim, estou segura de que, a corajosa teimosia que atravessa a história da humanidade, aprimorando a convivência civilizada entre seres humanos e destes com o mundo criado, também nos animará seguir na construção de regras de convivência mais fraterna, harmoniosa, receptiva e tolerante.
Afinal, somos bilhões de seres humanos, feitos um a um, de sorte que não há uma só pessoa igual à outra. É infinita a variação possível. Nesta realidade, quem pode determinar que tipos de gente devem viver mais plenamente? Quem tem mais direito a ser feliz e viver com dignidade? Quem não tem?
Neste sentido, concluo, parafraseando Marcos Rolim:
“Por tudo que já foi dito”, que este Dia das Bruxas “revigore a mais radical das feitiçarias: aquela que se verifica quando os amantes se enredam nos mais generosos sentimentos; e que as bruxas deste tempo e dos tempos que virão possam prosseguir com seus mistérios, possam aperfeiçoar suas fórmulas e porções, para que um dia todos sejamos permanentemente ‘encantados’”.
"Tá na hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor…"
pela criminalização da homofobia
Copacabana recebe neste domingo a 12ª Parada do Orgulho Gay
Publicada em 09/10/2007 às 16h58m
Organizada pela ONG Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual, este ano a Parada do Orgulho GLBT tem como principal bandeira a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia (PL 122/2006), em tramitação no Senado. A campanha terá imagens da bandeira do arco-íris, símbolo do movimento gay, destruída ou sangrando. A Parada quer sensibilizar e mobilizar a sociedade brasileira para problemas que são visíveis: a discriminação e a violência. Um dado alarmante é que em pesquisa realizada no estado do Rio de Janeiro 60% dos homossexuais entrevistados declararam que já foram vítimas de algum tipo de agressão motivada pela orientação sexual. E o número de mortes causadas por crimes dessa natureza também é alto.
Além dos nove carros oficiais da Parada, já estão confirmados mais 11 trios: Grupo GTB, Grupo Sete Cores, Jornal O Sexo, Boate 1140, FM O Dia, Papa G, Circuito Mix, The Week, Disponível.com, Cine Ideal e Superintendência da Juventude (da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos). Leila Maria cantará o hino oficial da Parada do Rio, “O bom é beijar”, e Jane de Castro cantará o Hino Nacional.
Programação Oficial da Parada do Orgulho GLBT
Dentro da Programação da Parada, haverá, ainda, diversos eventos pela cidade. A programação começa dia 10 de outubro com a Festa de Abertura no Cine Ideal com DJs de diferentes boates e festas, shows de drags, de MPB e pocket show de Leila Maria.
No dia 11 de outubro, o Seminário Orientação Sexual e Identidade de Gênero – uma questão de direitos humanos, (organizado pela OAB e pelo Arco Íris) debaterá temas de direitos GLBT na área jurídica. No mesmo dia, a festa Pré-Parada na Boate 1140 com DJs e show de drags começa a aquecer a Programação do feriadão. Já o Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos, que destaca personalidades que, de alguma forma, contribuíram para dar visibilidade aos direitos de GLBT, acontece no dia 12 outubro no Museu da República às 19 horas e terá show de Angela Ro Ro e das Divinas Dinas. Entre os premiados estão o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho; Leci Brandão e a Senadora Fátima Cleide.
No dia 13 de outubro é a vez de a cultura GLBT: a Feira Arco-Íris Diversidade e Cultura no Museu da República traz desfiles e diferentes expositores de moda, decoração, design, como Empório Almir França, Daspu, Favela Hype, e shows de MPB de Leila Maria – que canta o hino da Parada do Rio, O bom é beijar – e outras intérpretes. Dentro da Programação da Feira, a Mostra de Filmes Metáforas da Diversidade exibe curtas com temas GLBT, como o documentário Laura Laura, sobre Laura de Vison, ícone da cultura gay, entre outros. Haverá, ainda, show de drags, música eletrônica e Isabelita dos Patins e Lorna Washington como doors do evento.

De quebra, quem for a Parada ainda vai poder ver a Cow Parade. As lindas vaquinhas que estão por toda a cidade!
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