Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

Música e Dança


Minha amada é extremamente musical. Gosta de ouvir música o dia todo (quando não estou perto), cantar (ela canta muito bem!) e mais ainda de dançar.

Eu não.

Não nasci com a inteligência musical muito aguçada. Muito menos coordenação motora e agilidade corporal para enfrentar uma pista de dança.

Às vezes, isso gera um certo conflito entre nós.

Eu sou muito mental. Gosto do verbo, da palavra. Escrita, falada e lida. Prefiro as atividades onde as palavras não são interrompidas por agudos frenéticos, uma mixagem desavergonhada ou uma barulheira ensurdecedora.

Parar e prestar atenção a uma música e sentir-se relaxada a ponto de soltar o corpo em movimentos livres são atitudes impressionantemente corajosas para mim.

Jung elaborou a teoria de que nossa personalidade apresenta 4 funções psicológicas: sentimento, sensação, pensamento e intuição.

Eu sei as funções que mais se destacam em mim. Sou uma pessoa predominantemente intuitiva e sentimental. As sensações não são muito bem desenvolvidas em mim. Talvez, por isso, tenho tanta dificuldade em ir para uma boate e me jogar na pista!

Já a Amada adora!

As diferenças são difíceis de serem contornadas. Para ela, dançar faz muita falta. Para mim, ir a uma boate é um sacrifício. Como resolver isso?

Não consegui ainda ser tão radical e “soltar a franga” na boate.

Resolvi adotar um tratamento homeopático.

Vou me aproximar mais de ritmos, melodias, batuques, etc. Comprei um MP3. O dela não sai do ouvido. Pra onde ela vai, o aparelhinho vai junto. Achei que por ela valia investir e desenvolver minha inteligência musical. Não me sentir tão desesperada a cada vez que os decibéis ultrapassam a altura que os meus ouvidos suportam.

Por ela, vale sim.

Só para vê-la satisfeita.

Eu não acho que seja aquele mela-mela de que em uma relação ambas as partes devem ceder e blá, blá, blá. Não sou muito chegada em receitinhas para relacionamentos. Se cada uma é uma pessoa única e singular, imagina a união dessas duas? Não tem receitinha pronta, né?

Mas, quando penso no que posso fazer só para vê-la alegre…..acho que “sacudir o esqueleto” num lugar qualquer pode não ser tão doloroso assim!

Se a coisa ficar desesperadora, levo um chumaço de algodão na bolsa e tapo os ouvidos.

Pela minha mulher, vale o sacrifício. O sacro-ofício de fazê-la feliz!

Se você quiser fazer o teste, que de uma forma bem simplista que exemplifica a teoria junguiana, clique aqui.

Agosto 28, 2007 Publicado por Mari | dança, música, sacrifício | | Sem comentários ainda