Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

Direto de Salvador

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Fonte: Athos GLS

Exposição: HOMOSSEXUALIDADE NA CORTE DE D.JOÃO VI

Inauguração: 21-1-2008, 16hs  (até 29-2-2008)

Horário: 9-12hs e 14hs-18hs.

Loca: Sede do Grupo Gay da Bahia

Rua Frei Vicente, 24  Pelourinho (71-3322.2552)

Janeiro 28, 2008 Publicado por Mari | cultura queer, homossexualidade | | Sem comentários ainda

A origem da palavra gay


Com a invasão da cultura norte-americana e da língua inglesa em nosso cotidiano, temos a mania de achar que palavras globalizadas como “gay” tiveram origem nos Estados Unidos ou na Inglaterra. Pois o mais provável é que o termo tenha nascido na França, mais precisamente na Provença, entre os séculos XII e XIV.

Um delicioso artigo do filósofo Edrisi Fernandes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, fornece pistas importantes da influência da cultura dos Trovadores Provençais sobre a apropriação (recente) da palavra gay pelos homossexuais masculinos. Lembra o filósofo que a imagem do guerreiro das invasões bárbaras foi sendo substituída pelo ideal do cavaleiro a serviço da Igreja e das Cruzadas – surgia um novo heroísmo decidido ao martírio. Esse novo herói (e a língua provençal não distingue cavaleiro de cavalheiro) vai se forjando em Trovador – o que é capaz da verdadeira poesia e cultua a mescla de amor, alegria e juventude.

Os Trovadores Provençais e a doutrina do amor cortês culminam na chamada “Gaia Ciência” (Ciência Alegre, ou Ciência da Alegria) em que apenas os “entendidos”são capazes da poesia e de um modo de vida alegre, jovem, culto, amoroso e transformador.

A palavra “gai” tem origem na língua occitana e mais tarde passou ao francês. O sentido original de “gai” é “alegre” e é com esse sentido que a palavra é importada por toda a Europa, amplamente disseminada pelos Trovadores Provençais. Alcançar a condição de “gai” é aspiração própria da cultura trovadoresca: possuir a felicidade terrena, o bem-estar profundo, com a prática da mais fina cortesia.

Colaboração da internauta Luciana Gontijo
Fonte : http://www.bloggay.combr/

Janeiro 28, 2008 Publicado por Mari | cultura queer | | Sem comentários ainda

Caso você esteja por lá…..

Não perca essa exposição!

Adorei o “Portas do Inferno”….

Cinco séculos de erotismo em exposição na capital francesa

PARIS (AFP) – A Biblioteca Nacional da França (BNF) abre pela primeira vez as “portas do inferno”, e expõe em Paris seus livros e gravuras “contrários aos bons costumes”, mantidos em sigilo há mais de 150 anos.

Proibida excepcionalmente para os menores de 16 anos, a exposição “Eros em segredo” apresenta, a partir desta terça-feira e até o dia 2 de março, cinco séculos de erotismo, ilustrados com manuscritos de Sade ou de Apollinaire, com estampas obscenas e fotos pornográficas.

“O inferno” é um lugar imaginário, que corresponde a uma categoria criada em 1844 pela BNF para compilar as obras “tendenciosas”.

As primeiras são do século XVI, mas é principalmente o século XVIII, conhecido também como o século da libertinagem, que alimenta as coleções.

“Eros em segredo” também apresenta manuscritos e edições originais de textos de Sade. O marquês escreveu a maior parte destes textos, como “La philosophie dans le boudoir”, A Filosofia na Alcova, segundo uma tradução livre, ou “Les infortunes de la vertu” quando estava na prisão.

Com a Revolução de 1789 chegaram os panfletos de baixo calão ao serviço da política, com Maria Antonieta sendo acusada de transar com todo mundo.

A coleção também foi alimentada por muitas edições confidenciais encontradas durante batidas policiais em casas de particulares, a tal ponto que em 1844, a Biblioteca real decidiu reuní-las numa única categoria, cuja consulta é estreitamente controlada.

Entre outras curiosidades, a BNF apresenta hoje alguns guias práticos da época, entre eles o “Almanaque dos endereços das donzelas de Paris”, “l’Almanach des adresses des demoiselles de Paris”, com suas tarifas e suas especialidades (1791).

No século XIX, “As Flores do Mal” (Les fleurs du mal) de Charles Beaudelaire (1857), cuja publicação provocou um enorme escândalo, mas também textos de Mérimée ou Verlaine, se juntaram ao “inferno”, ao lado das primeiras fotografias pornográficas.

Guillaume Apollinaire abriu o século XX com “Les 11.000 verges” (1907), e trabalhou no primeiro catálogo impresso das coleções.

Pierre Mac Orlan, Georges Bataille e Pierre Lous, cujos “Textes érotiques d’une violence incroyable” foram descobertos depois de sua morte, em 1925, também foram para o “inferno”, seguidos pela misteriosa Pauline Réage (“Histoire d’O”).

Em 1968, quando a BNF quis comemorar o 50º aniversário da morte de Apollinaire, muitos de seus manuscritos ainda estavam no “inferno” e dificilmente podiam ser expostos. Eles foram inicialmente desarquivados, e o “inferno” acabou fechando suas portas um ano depois.

Dezembro 4, 2007 Publicado por Mari | cultura queer | | Sem comentários ainda