Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

Almas Gêmeas


Na roça, BBB é filme de primeira qualidade. Algo elaborado pelos grandes diretores da sétima arte.

Depois de 2 dias sem luz, debaixo de três tempestades de raios e trovões, lama, vento e muita falta do que fazer, ver BBB foi um deleite!

Fiquei abismada quando vi a cena da reação de Thati à visita da amiga Thessa.
O que foi aquilo?
Teatro??
Claro! Óbvio!

Mas, escolher uma amiga para ser o alvo da encenação já diz muito. Assim que viu a tal Thessa, meu irmão (que não tem gaydar) só me olhou e disse:
- iiiiiiiiiiiii! Não dá pra ter dúvidas!

No dia seguinte, a cidade** que se sente parte fundamental de qualquer edição do BBB não falava em outra coisa. Thatiana não consegue mais esconder. Para piorar, a mãe dela diz na imprensa que vai processar o Marcelo Psi pelas insinuações de que a filha dela é lésbica.
Fala sério, né?
Óbvio que a mãe da menina não sabe. Óbvio que a moça é nova e ainda está dentro do armário. Óbvio que a mãe não quer saber.
Além do que, a mãe garante que a filha não é lésbica porque usa maquiagem.

(Se usar maquiagem fosse parâmetro, o que seria das Lipstick Lesbians??)


** Bananal é uma pequena cidade do interior de São Paulo, quase na divisa com o estado do Rio. Pequena mas muito importante para os aficcionados pelo reality show. Já recebeu visitantes ilustres como Alberto Cowboy, Bruna e não sei mais quem, já que é a cidade natal de Felipe Cobra. O vilão homofóbico da edição anterior do BBB.

Essa é a praça principal de Bananal, num dia de semana, pela manhã.

Fevereiro 16, 2008 Publicado por Mari | TV, coming out, homossexualidade | | Sem comentários ainda

Eu te disse! Eu te disse!


Bom, ja tá na imprensa. O psiquiatra do BBB8, Marcelo, confessou ser gay. Pena que não foi no ao vivo com o Pedro Bial como foi com o Jean Willis.
Esse sim foi corajoso!

Mas, o psiquiatra não deixou por muito menos. Escreveu no blog do programa que tem orgulho do que é:

“Então todos sabem agora, sem disse-me-disse, e com muita dignidade! Não foi fácil, mas as coisas não acontecem por acaso, e talvez essa fosse minha maior missão aqui na Terra, então tentarei cumpri-la da maneira mais honesta possível! Sei que muitos me condenarão por estar me expondo assim mas não temo algo que me é tão natural. Deus me fez assim, e me orgulho! Beijo a todos!”

Para mais detalhes, clique aqui. Ou aqui.

Janeiro 11, 2008 Publicado por Mari | TV, coming out, futilidade, gay, homossexualidade | | Sem comentários ainda

Se joga, biba!!!

newyearky3

Eu adoooooooouro o “Te dou um dado?“. Leitura diária e obrigatória. A equipe que escreve é ótima! São vários seres desocupados que passam o dia xoxando as celebrities.

Num dos posts, a equipe “mata a cobra e mostra o pau”.

Declaração de Reynaldo Gianecchini ao ver o show de Ney Matogrosso:

“Já conhecia o trabalho dele, mas nunca tinha assistido a nenhum show. Ele se joga. Tem uma energia muito boa. Adorei!”

Concordo com eles totalmente: que hetero fala “se joga?”

Ou seja, não dá mais pra enganar, né? O Giane se trai nas palavras.

zu0

Se assume! Vai fazer muito mais bonito!

Janeiro 10, 2008 Publicado por Mari | artistas, coming out | | 1 Comentário

Believe

Como já estamos em 2008, voltamos a nossa programação normal.

Li no Mix Brasil que a Cher e a filha, Chastity, querem apresentar um reality show gay nos EUA. O programa vai ajudar gays e lés a sairem do armário e se chamará: “Coming out with Cher and Chas”.

Me lembro perfeitamente quando me apaixonei pela Cher. Fui passar o final de ano em Nova Iorque. Um amigo meu não ouvia outra coisa no walkman: Cher. De manhã, de tarde e de noite. Eu não consegui resistir. Entrei na Tower Records e comprei um K7 e um CD (não existia discman na época).

Acho a Cher doida. Muito louca. Uma mulher que tira algumas costelas para ficar com cinturinha de pilão só pode ser louca, mas ela é o máximo! É exuberante, marcante! E tem uma voz linda!!!

Então, para começar o ano de 2008 com tudo de melhor: Cher em 2 momentos!

Janeiro 2, 2008 Publicado por Mari | TV, coming out | | Sem comentários ainda

Coming Out Day


Fiquei sabendo hoje que amanhã se comemora nos EUA, Brasil e Europa o Coming Out Day. Em português: Dia de Assumir.
Não acho que as pessoas devam ser forçadas a se assumir. Acho que cada um sabe de si e da própria vida e das consequências de assumir sua homo ou bissexualidade.
Acho legal que se tenha um dia para estimular o debate, o livre pensar. Acho fudamental que pessoas importantes, que sejam formadores de opinião e pessoas comuns falem de suas experiências pessoais e contem como foi o antes, durante e depois de se assumirem.
Porém, mais do que tudo isso, acho imprescindível que o indivíduo assuma para si mesmo. Muitas vezes é um processo muito mais doloroso do que sair do armário para a família, os amigos, colegas de trabalho, etc.
Compreender e aceitar a própria homossexualidade é requisito fundamental para a felicidade. Só assume para o mundo sua orientação sexual quem está tranquilo com isso dentro de si.
Não vou contar agora como foi a minha experiência. Não por falta de vontade, mas de tempo.
Caso você que esteja lendo post ainda não tenha se assumido, não se cobre. Tudo faz parte de um processo e pular etapas não significa adiantamento e sim atraso. Mais dia menos dia, a vida nos cobra a etapa que pulamos e nos vemos presas ao passado novamente.
Se você tem condições de se assumir (seja para quem for) pense se não seria bom fazê-lo. Muitas vezes imaginamos a instalação do terror ao darmos a notícia para alguém. Isso pode não acontecer. Como também pessoas que a gente jura que são “brothers” para a vida toda desaparecem num piscar de olhos. Por mais que seja doloroso, viver em harmonia consigo mesmo é uma delícia!
Cada um deve pensar no preço que vai pagar ao se assumir. Para toda e qualquer escolha na vida existe perdas e ganhos. Faça a sua e vá em frente!
A única coisa que faço é respeitar as pessoas que têm certas limitações com isso. Não as obrigo a me aceitarem, não falo ou exponho minha vida amorosa. Fico em silêncio. Não minto, não finjo que existe mas não esfrego ou imponho algo que é de difícil compreensão para o outro. O movimento GLBTT não pode cair nessa balela de imposições absurdas de que “temos que” nos assumir e obrigar o outro a nos ver como somos. Um movimento que pede respeito deve respeitar os que não compartilham conosco. Acredito no poder do tempo e da informação. Ingredientes fundamentais para o fim do preconceito.

Outubro 11, 2007 Publicado por Mari | coming out, homossexualidade, sair do armário | | Sem comentários ainda