Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

Notas sobre o Oscar:

. Diablo Cody! A única coisa que valeu no Oscar chato e modorrento de ontem.
Quero acreditar que foi por causa da greve dos roteiristas que acabou somente há 10 dias.

. Ainda bem que a cantoria foi rápida. Não teve aquele exagero de musicais.

. Jon Stewart segurou a noite.

. Tomei implicância de Daniel Day-Lewis depois do que ele fez com a Isabelle Adjani. Largou ela e a filha de maneira muito cafajeste. Tanto fez como tanto faz ter ganho o Oscar.

. O que é a boca da Nicole Kidman? Cuidado para o bebê não sair por ela!

. Ellen Page estava lindinha!

. Hellen Mirren é uma diva!

. Não vi Piaf e nem quero ver. Não, peraí. Talvez, em casa no DVD. O filme é triste pra c¨*&%&%.
Eu não tenho muito saco para chorar no cinema.

. Não vou ver Sangue Negro. Quero ver Conduta de Risco. Adoro George Clooney e filme de advogado/tribunal.

. Estou resolvendo se vejo “Onde os fracos não têm vez”. Sempre gostei dos irmãos Joel e Ethan Cohen. Mas detesto sangria desatada e psicopatas! Já chega a vida real de uma estudante de psicologia

. Penelope Cruz e Javier Bardem terminaram o romance? Não vi os dois juntos na premiação. Quando foi anunciado que ele era o vencedor foi por isso que ele beijou mamacita?

. E a andrógina Tilda Swinton que ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante?

. Amo ver Jack Nicholson e aquele óculos escuros anualmente na primeira fila.

Fevereiro 25, 2008 Publicado por Mari | cinema, festa, filmes, futilidade | | Sem comentários ainda

Lançamentos em DVD

Por Lufe Steffen

Em 15 edições, ao longo de 14 anos de existência, o Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual exibiu centenas de curtas, médias e longas de temática GLBTTTTTTT – quando nem essa sigla quilométrica existia. Durante muito tempo, o Festival era a única chance de assistir essas produções, que não estreavam nos cinemas brasileiros e muito menos eram lançadas em VHS ou, posteriormente, em DVD.
Felizmente os tempos mudaram, muita coisa se modernizou, e alguns longas exibidos pelo Mix passaram a estrear em cinemas no Brasil, e depois chegaram às locadoras. Outros não passaram em cinemas, mas hoje estão disponíveis em DVD. Sem falar na revolução da internet. Para quem preferir seguir o trajeto clássico e conferir os filmes em DVD, numa TV de plasma com tudo que tem direito, acompanhe o que está disponível em DVD no Brasil:

Amigas de Colégio (Fucking Amal, Suécia, 1999, de Lukas Moodyson)
Passou no Mix em 99 e levou o prêmio de Melhor Filme naquela edição. É uma deliciosa e delicada crônica da paixão entre duas garotas adolescentes na insípida cidade de Amal, Suécia. O destaque é a atuação das duas atrizes juvenis. O diretor depois faria outro clássico: “Bem-Vindos” ( 2000 ). Em DVD da Cult Filmes.

As Damas de Ferro (The Iron Ladies, Tailândia, 2000, de Yongyoot Thongkontoon)
Passou no Mix em 2001. É a história real de um time de vôlei gay treinado por uma bolacha, que entrou no Campeonato Nacional da Tailândia em 1996. Gays, lésbicas e transgêneros dão o sangue para conseguir respeito na quadra. Um filme legal e emocionante. Em DVD da Warner.

Plata Quemada (Argentina, 2000, de Marcelo Pineyro)
Passou no Mix em 2001. Um filme de ação existencialista, uma espécie de “Bonnie & Clyde” gay. Conta a história real dos assaltantes Nene e Angel, na Argentina dos anos 60 – parceiros no crime e na cama. Levou o prêmio de Melhor Filme no Mix daquele ano. Em DVD da Europa Filmes.

Party Monster (EUA, 2002, de Fenton Bailey e Randy Barbato)
O filme que abriu o Festival em 2003. Também baseado em fatos reais, retrata os lendários club kidz, que nos fins dos anos 80, começo dos 90, lançaram as bases do movimento clubber que assolaria o mundo – inclusive o Brasil – durante a década de 90. O líder da coisa era Michael Alig, que perdeu os limites e acabou se envolvendo num crime. O filme é uma obra-prima descontrolada, com diversos pontos altos, entre eles a atuação do ex-astro mirim Macaulay Culkin, no papel de Alig. A dupla de diretores faria depois outra pérola: “Inside Deep Throat” ( 2005 ), sobre o filme “Garganta Profunda”. Em DVD da Califórnia Filmes.

Amor à toda prova (Unconditional Love, EUA, 2002, de P.J. Hogan)
Passou no Mix em 2003. Uma comédia bizarra com astros como Julie Andrews, Dan Aykroyd, Kathy Bates e Rupert Everett. Kathy faz a mulher que, no funeral de seu cantor favorito, conhece o amante do falecido ( Rupert ). O diretor fez antes os maravilhosos “O Casamento de Muriel” ( 1993 ) e “O Casamento do Meu Melhor Amigo” ( 1997 ). Em DVD da Playarte.

Delicada Relação (Yossi & Jagger, Israel, 2002, de Eytan Fox)
Passou no Mix em 2003. Baseado em fatos reais, também. O romance intenso entre dois soldados sitiados com a tropa na fronteira entre Israel e Líbano. Um deles, durão, líder do pelotão. O outro, romântico e juvenil, quer se entregar à paixão. Um filme que pode ser visto como um precursor do mega-sucesso “Brokeback Mountain”, que viria ao mundo 2 anos depois. O diretor Fox faria ainda “The Bubble“, em 2007, novamente narrando as agruras da vida gay na panela de pressão do Oriente Médio. Em DVD da Paris.

Filhote (Cachorro, Espanha, 2004, de Miguel Albaladejo)
Passou no Mix em 2004. A história de Pedro, um gay bon-vivant e meio bear, que tem de tomar conta do sobrinho de 11 anos depois que a mãe do garoto foi presa na Índia. Um filme sutil e envolvente. Em DVD da Europa Filmes.

C.R.A.Z.Y. (Canadá, 2006, de Jean-Marc Valeé)
Passou no Mix em 2006. Uma obra-prima indiscutível, narrando a delicada relação entre Zach, um menino que se descobre gay, e seu rígido pai, em meio aos outros 4 irmãos ao longo das décadas de 60 e 70. Trilha sonora com clássicos de Bowie, Stones e Pink Floyd, um clima glam no ar e grandes atuações. Leia mais sobre o filme AQUI. Em DVD da Califórnia Filmes.

Do Mix Brasil

Os que estão em vermelho, eu vi e recomendo. Tentei baixar C.R.A.Z.Y e não consegui. Plata Quemada é um filme forte. Denso.

The Bubble é triste mas importante. Por falar de homossexualidade em uma região do mundo que é completamente rígida diante dessas questões.

Na lista: Party Monster e C.R.A.Z.Y

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Fevereiro 21, 2008 Publicado por Mari | cinema, filmes | | Sem comentários ainda

The Birds

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Essa é a foto de Jodie Foster caracterizada como Melaine Daniels

(interpretada por Tippi Hendren) protagonista do clássico filme “Os Pássaros” de Hitchcock, de 1963.

O ensaio faz parte da capa de março da revista Vanity Fair que faz uma homenagem

a filmografia do genial diretor.

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Fonte: Papel Pop

Fevereiro 11, 2008 Publicado por Mari | artistas, cinema, fotografia, sapatices | | 1 Comentário

Desejo e Reparação

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Em 2000, eu li “Reparação”, do inglês Ian McEwan, assim que foi lançado aqui no Brasil. Já muito interessada nas possibilidades da mente e do inconsciente, amei o livro.

Foi uma grata surpresa vê-lo nas telas. O filme é belíssimo e merece o Oscar.

O filme é lindo. Figurino, cenário, fotografia, roteiro, atores e a total fidelidade ao livro.

A dupla Joe Wright (diretor do filme) e Keira Knightley bate um bolão. É ótimo ver como um casamento entre um diretor e uma atriz produz grandes cenas. Joe e Keira trabalharam juntos pela primeira vez em “Orgulho e Preconceito”.

Não vou contar a história para não estragar a surpresa. O que fica é quanto qualquer um de nós podemos destruir a vida de uma pessoa usando nossas fantasias mais ocultas. O quanto palavras levianas produzem consequências desastrosas. O quanto nossos desejos são mais fortes e mais reais do que a própria realidade.

Somos todos, sem exceção, assassinos em potencial. Não se mata apenas com armas. Mas, os maiores e mais maldosos crimes acontecem assim. De maneira silenciosa, quase oculta, quase como um brincadeira de criança. Sem pensarmos, fazemos/acusamos/falamos.

E o resto é apenas consequência desse momento.

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Fevereiro 11, 2008 Publicado por Mari | cinema, filmes, literatura | | 1 Comentário

Juno


Eu quero ser Juno McGuff quando crescer.
Juno é uma adolescente de 16 anos que coloca várias mulheres adultas no chinelo. Inclusive, eu.
Há tempos não via um filme sobre uma mulher que fosse tão esclarecida e inteligente. Juno é engraçada, esperta, sensível e madura. Juno é o quetoda mulher quer ser: segura. O filme é ótimo. Na medida. O roteiro de Diablo Cody é perfeito. Sem clichês, demagogia ou pregação. Juno nos mostra que a trajetória da vida, dá errado sim, mas que tudo depende de como lidamos com as coisas.
Ellen Page é absolutamente segura no papel de Juno.
Muitos ficaram de queixo caído quando ela fez Menina Má.Com, mas eu fico com ela em Juno. Nem feia nem bonita, nem masculina nem feminina, sem extremos, Juno é uma moça normal como todas nós. Que ficamos de roupa velha em casa, usamos blusas descombinadas e nem sempre estamos afim de pentear o cabelo.
Juno prefere saber a ter. Meia nerd, meia cult. Juno é o dia-a-dia. O arroz com feijão.. E aí está a graça do filme e da personagem.

Depois de filmes que alaerdeavam a realidade da adolescência como ‘Kids” ou “Aos 13″, Juno mostra que a adolescência é só uma fase. Nada tão gritante ou enlouquecido assim. Que adolescer não é pirar, trepar, e se drogar. Que tem gente (a maioria de nós) que fica ali, no meio termo, se segurando e tocando a vida. Lidando com os erros e acertos.

Do diretor Jason Reitman, eu vi “Obrigado por Fumar”. Um bom filme.
Mas, Juno tem química. O elenco todo é forte e coeso: Allison Janney como a madrasta “gente boa” está maravilhosa. Sou suspeita para falar pois a acho a feia mais bonita dos filmes americanos. Michael Cera como o pai do bebê faz a gente ficar confusa: afinal, quem é o bebê? Um fofo! E gostei de conhecer Jason Baterman que faz o músico e quase pai Mark Loring.
Só lamento pela coitada da Jennifer Garner. Linda mas como sempre com a mesma cara!

Ah, fui ver quem era Juno: esposa de Júpter (Zeus), Juno (Hera) é a deusa que protege o casamento, o parto e as mulheres.

Juno é um ótimo filme. Não pesa. Faz a gente rir, chorar, se emocionar. Ou seja, resgata o que o cinema tem de melhor.

Fevereiro 7, 2008 Publicado por Mari | cinema, filmes | | 3 Comentários

Por que tão sério?

Janeiro 25, 2008 Publicado por Mari | cinema | | Sem comentários ainda

Oscar 2008

O documentário Freeheld: The Laurel Hester Story, que conta o drama de uma lésbica policial que luta para reconhecer a união com sua parceira em Nova Jersey (Estados Unidos) foi indicado ao Oscar na categoria Melhor Documentário Curta-metragem.
Produzido por Cynthia Wade, a película conta a história da tenente Laurel Hester, que diagnosticada com câncer terminal, se viu obrigada a se aposentar. Em 2005, com o avanço da doença, Hester entrou com um pedido na corte de Ocean County para que sua união lésbica fosse reconhecida. Dessa maneira, quando morresse, sua parceira Stacie Andree ganharia uma pensão de US$ 30 mil por ano.
O caso, que inicialmente foi negado pela justiça por ferir “o casamento tradicional”, ganhou reconhecimento um ano depois quando Hester, em uma cadeira de rodas e respirando com a ajuda de um balão de oxigênio, foi aplaudida na corte. “Eu não estou lutando para aparecer, nem pelo casamento, somente para ter o mesmo direito que teria um casal heterossexual na minha situação”, afirmou ela na ocasião.

Janeiro 24, 2008 Publicado por Mari | cinema, filmes | | Sem comentários ainda

Perdas

Voltando de viagem, fiquei triste com as mortes dos últimos dias.

Heath Ledger era um ator promissor. Como qualquer ser humano que assistia Sessão da Tarde, a primeira viz que vi Ledger foi no filme “10 coisas que eu odeio em você”. Depois, no inesquecível Brokeback Mountain.

Em homenagem a ele, deixo a foto da cena mais linda do filme.

Bem no final, Ennis del Mar está sozinho, vendo a filha casar e morando em um trailler. Como sempre foi: duro, seco e introvertido. Mas, sua doçura está no amor e na saudade de Jack Twist, representada pela sensibilidade do diretor Ang Lee, mostrando as duas blusas penduradas no cabide e a foto da Montanha. O lindo da cena é que a blusa de Ennis envolve a de Jack.

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Janeiro 24, 2008 Publicado por Mari | cinema, luto | | Sem comentários ainda

O amor nos tempos do cólera


De férias, calorão dos infernos, entramos no cinema e fomos ver o filme “O Amor nos Tempos do Cólera” de Mike Newell, baseado no livro homônimo de Gabriel García Márquez.

A história está muito bem contada. Javier Bardem e Fernanda Montenegro como mãe e filho estão ótimos. Vemos Cartagena do final do século XIX, na Colômbia, retratada com maestria e beleza. Achei um pouco incômodo o olhar inglês sobre os trópicos. Muito verde, folhagens enormes, um clima de selva, papagaios mas nada que comprometa o filme. Que se não é 100% fiel ao livro não deixa um gosto amargo na boca de estar sendo enganado.

A minha relação de amor com Gabriel García Márquez começou repentinamente. Assim, como um vendaval, um temporal de verão de final de tarde. Adolescente, inquieta, reclamona, fui chamada pelo meu avô para dar uma ajuda na arrumação da estante de livros dele. Acho que eu tinha 15, 16 anos. Dali, ele colocou em minhas mãos “Cem anos de Solidão”. Férias, Belo Horizonte, casa dos avós. Só parava de ler para comer. O frio do inverno mineiro ajudou no processo.

Conhecer Macondo e sua chuva ininterrupta mudou minha vida. O realismo fantástico de Gabo serviu como uma religião. Passei a acreditar no impossível não pelo místico, mas pela literatura. Varri a obra dele toda: “O amor nos tempos do Cólera”, “Ninguém escreve ao Coronel”, “Crônica de uma morte anunciada” (obra prima!!), “Cândida Erendira e sua avó desalmada”, “ O Outono do Patriarca”, “Doze contos Peregrinos”, “O amor e outros demônios”, “Viver para Contar”, “Como contar um conto”, “Notícias de um seqüestro”, etc.

Gabriel se tornou o amor da minha vida. Acho que devo a ele alguma contribuição pela escolha de ser jornalista. Nunca tive pretensões de ser uma escritora, mas sim de ser leitora. Uma leitora mais apurada, cada vez mais indagadora, profunda. Meu amor por ele é tão grande que dei seu apelido – Gabo – como nome do meu cachorro Boxer (que infelizmente faleceu há 2 anos).

Com G. G. M. tive a sensação de pertencimento a algo. Maior do que o meu pequeno mundinho. Aprendi que antes e acima de tudo sou latino-americana. Tenho minhas dúvidas se sou brasileira. Mas, não tenho dúvidas de que pertenço à América Latina. Não com um orgulho exacerbado, mas por identificação.

Decidi desbravar uma literatura que não é muito valorizada no Brasil, que tem sempre seus olhos voltados d’além mar. Entrei continente a dentro. Fui conhecer Mario Vargas Lhosa, Júlio Cortázar, Borges, Juan Rulfo, Pablo Neruda, Cabrera Infantes, Pedro Juan Gutierrez, Isabell Allende, Antonio Skármeta, Carlos Fuentes, Octavio Paz, Ángeles Mastretta, etc.

Vou indo. Já tive fases da literatura russa, francesa, italiana, alguns americanos, alemã, mas acho que nunca tive uma paixão tão grande por outros escritores como tenho por esses que escrevem sobre essa parte do mundo tão pobre, perversa, miscigenada, dramática, colorida, imaginativa, infantil.

Há tempos deixei de ver e sentir a literatura com todo esse ardor. Talvez, tenha sido a vida adulta, as perdas e dificuldades que vão engolindo a poesia, as mudanças, a saída do casulo. Mais do que pelo filme em si, hoje, nesta simples tarde de verão, tomei contato comigo mesma. Uma que já fui. Não foi algo nostálgico e ruim. Pelo contrário, foi bom saber que mesmo escondido, ainda há toda essa fantasia dentro de mim.

Dezembro 27, 2007 Publicado por Mari | arte, cinema, literatura | | 1 Comentário

Boa demais para esquecer!


A imprensa de todo mundo anunciou hoje a morte de Deborah Kerr.
Tive muita sorte de ter uma avó maravilhosa e cinéfila que desde criancinha me levou ao cinema para ver filmes de todas essas divas. O mesmo acontecia quando passava o filme na televisão. Vovó ia me contando das atrizes, dos amores, dos dramas pessoais. Aprendi a apreciar todas elas. Foi numa dessas sessões que vi “Tarde demais para esquecer” com Deborah Kerr e Cary Grant.


Não lembro quando vi “A um passo da Eternidade”. Mas, o beijo mais famoso do cinema entre Deborah Kerr e Burt Lancaster , de 1953, marcou a história.

E como beijo é sempre bom, seja homo seja hetero, registro a memorável cena desse filme.

Outubro 19, 2007 Publicado por Mari | beijo, cinema, deborah kerr | | Sem comentários ainda