Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

A mulherada adora!

Dezembro é uma festa!

Muitas compras, comidas, gastos, reuniões, comemorações e ….

Previsões!!

De todos os tipos e para todos os gostos. Eu já descobri que o ano que vem vai ser o ano do Rato segundo o horóscopo chinês, o que significa que:

“O ano do rato é um ano de abundância, trazendo a oportunidade e bons projectos. Será marcado pelo especulação e pela flutuação nos preços dos produtos e do mercado mantido em stock; a economia do mundo em geral crescerá. O negócio estará no auge, podem ser feitas fortunas e será uma fácil fazer planos de investimento a longo prazo porque a pechincha que o ano do rato traz servirá para os anos de quebra que podem seguir. Todos os riscos iniciados neste tempo serão bem sucedidos se as pessoas se prepararem bem. Entretanto, evite correr riscos desnecessários: o ano do rato é governado ainda pelo frio do Inverno e pela escuridão da noite. Aqueles que especularem indiscriminadamente e extravazarem virão a ter uma triste conta.
Ao todo, este será um ano mais feliz do que a maioria: livre dos eventos e das guerras explosivas e com muito menos catástrofes do que por exemplo os anos do tigre ou do dragão. Uma época genial que encontra na maioria de nós o que socializamos e o que apreciamos.”

Lendo mais a fundo as previsões, descobri meu tipo no horóscopo chinês!

Não sei como vivi até hoje sem saber que sou um

RATO ÁGUA – 1852, 1912, 1972

Este tipo do rato está mais virado para o pensamento. O seu interior é excelente e tem um bom relacionamento com toda os níveis de pessoas. Ele será respeitado e facilmente promoverá os seus talentos porque é uma pessoa sensata e compreensiva por natureza. Ele é tradicional e conservador prefere nadar pela corrente do que nadar contra. No entanto isso não o impede de ser calculista. Uma pessoa com estas características poderá exercer influência em certas áreas importantes. Ele sabe reconhecer os gostos e do que os outros menos gostam e utiliza esse conhecimento para lhes agradar e tirar partido disso. No entanto, não é selectivo e tende a falar com toda a gente, o que lhe pode vir a trazer embaraços.Com aptidão para a escrita, facilmente coloca as suas ideias no papel, este rato terá necessidade de estudar até ao fim, tendo sempre a vontade de aprender mais.

E que eu nasci durante as horas do Macaco – entre as 3 p.m. e 5 p.m.

Uma combinação empreendedora. Ele saberá fazer todos os truques e não hesitará em utilizar esse conhecimento. Com a influência do Macaco, ele é menos sentimental e e terá um fantástico sentido de humor.

Se quiser saber qual bicho vc é e qual tipo é o seu, clique aqui!

As previsões Astrológicas para o ano que vem são as seguintes:

O ano de 2008, regido pelo planeta Marte, será de muita energia e entusiasmo. Para os nativos de Fogo (Áries, Leão e Sagitário) as paixões estarão em alta e muitos romances novos estão por vir.

Para os nativos de Terra (Capricórnio, Virgem e Touro) será um período de muita agitação interna e busca de compreensão do parceiro. Para os nativos de Ar (Aquário, Gêmeos e Libra) será um ano de muitas descobertas, já que estarão voltados para encontrar pessoas com pensamentos parecidos.

Já para os nativos de Água (Peixes, Câncer e Escorpião) o ano será de muita introspecção e questionamento sobre o caminho que está sendo seguido. Os escorpiões, em especial, encontrarão respostas para amores antigos e aprenderão muito com suas decisões.

Aproveite a energia de Marte para aprender com seus próprios atos e experiências vividas em 2008.

Ou seja, como sou Rato e Áries pelo que entendi em 2008 eu vou arrasar!

Fui tirar a prova dos 9 e ver o que os astros diziam do meu signo particularmente:

Áries:

O ano começa com vontade de realizações. Mas o tempo para realizar este desejo estará lento até o final de janeiro. Não se preocupe, pois 2008 promete muitas aventuras e descobertas de novas paixões. Para os que estão em um relacionamento estável, será um período de reavaliação. O melhor período para viver grandes emoções será o mês de abril. Este ano é regido pelo seu planeta Marte e encerra com grandes concretizações, afinal será de fechamento de ciclo.

Se vc quiser saber como será o seu ano astrológico, clique aqui.

Mas, só pra tirar a dúvida recorri a Numerologia também. Meu número é o sete.

Ano 7 – Este é um ano de reflexão, estudos, de aperfeiçoar conceitos já existentes, de busca de autoconhecimento. Cuidado com a tendência a querer ficar só: você poderá precisar dos amigos depois. Trate bem dos seus pés.

Para saber o que a Norma Estrella diz do seu número, clique aqui.

Yo no creo em las brujas pero que las hay, las hay!

Dezembro 15, 2007 Publicado por Mari | bruxa, mulheres | | Sem comentários ainda

Politica(gem)


Não sou do partido A, B ou C.
Mas, gostei desse texto da Senadora Fátima Cleide.

Detalhe: tenho o maior tesão em bruxas!

AS BRUXAS DO DIA

(Senadora Fátima Cleide – PT/RO)

O 31 de outubro entrou para a agenda de festas anuais no Brasil – ao menos nas grandes e médias cidades. É o “Dia das Bruxas”, o Haloweem importado na América do Norte.

Confesso que o “Dia das Bruxas”, tal como se instala entre nós, incomoda um pouco pra além do meu sentimento nativista. Sobretudo quando vejo, refletidas nas vitrines dos centros comerciais, as pessoas tomadas por aquele novo apelo ao consumo rápido de mais um produto cultural importado, recém chegado, requentado com sotaque nova-iorquino. Enquanto isso, não percebemos sacis e mapinguaris sumindo do mapa, junto com rios e florestas, exauridos pela indústria transnacional.

Mas o Haloweem me incomoda também na medida que o mito da bruxa substitui a realidade da mulher que se fantasia nele.

Bruxa, não por acaso, ao longo dos tempos refere-se em geral à entidade feminina, maligna, execrável, que só se anula com a morte – desde que Eva conduziu Adão ao pecado original – e, com isso, a dor e a morte aos seres humanos. No entanto, como fast-food cultural, como estímulo ao consumo rápido e generalizado, são bem recebidas no mundo moderno.

Portanto, a propósito do “Dia das Bruxas”, quero tratar das bruxas da realidade, aquelas apontadas como tal no meio social, pois esta imagem me parece bem adequada ao contexto da intensa polêmica sobre o Projeto de Lei da Câmara 122 de 2006, que busca coibir a discriminação a homossexuais, tipificando-a como crime.

Porque, na condição de relatora desse projeto na Comissão de Direitos Humanos do Senado, com parecer favorável à sua aprovação, há pessoas que se referem a mim como uma espécie de bruxa, que trabalha diabolicamente para instituir a orgia geral no Brasil, cúmplice de um plano internacional para implantar a ditadura gay no mundo. Tenho recebido, até de colegas de Parlamento, farto material publicado com advertências neste sentido.

No entanto, o PLC 122 de 2006 apenas estende aos homossexuais a proteção de leis que já vigoram há anos, no combate ao racismo e ao preconceito contra etnias, povos e religiosos, além dos estatutos que definem proteção especial a idosos, crianças e adolescentes, mulheres e deficientes físicos.

O Congresso Nacional e a sociedade já reconheceram a necessidade de regras específicas de convivência para assegurar plena cidadania a esses segmentos da população. O PLC 122 de 2006, portanto, tenciona tão-somente estender esse reconhecimento e conseqüente proteção a mais um grupo social notoriamente vitimado por cruel e múltipla discriminação: os homossexuais e transexuais.

No entanto, a dificuldade extraordinária neste caso deve-se às pessoas que não os reconhecem como sujeitos de direito e até afirmam que a sociedade passaria melhor sem eles – ou, ao menos, sem sua sinceridade; que já há suficiente liberdade e realização plena na heterossexualidade.

Por muito tempo acreditou-se também que o mundo não precisava de mulheres na política, na economia, na produção de conhecimento, transitando para além do trajeto entre a cama, o tanque e o fogão.

O apóstolo Paulo, em Coríntios, diz que a mulher foi criada apenas para servir ao homem; e, em Efésios, que devem se submeter em tudo a seus maridos.

O humanista gaúcho, Marcos Rolim, em pronunciamento memorável à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, ressalta, com muita propriedade que essas determinações são abundantes na literatura sacra e fundamentam “um dos fenômenos mais terríveis da cristandade: o período de caça às bruxas”.

O aspecto da mulher é belo, reconhecia-se, mas sua companhia podia ser mortal. Sua sexualidade (…) passava a ser doravante associada a atributos infernais. (…) Desde sempre imperfeita e perigosa, a mulher possuía menos fé, por natureza. Aliás, assinala-se, deriva desta convicção o vocábulo “feminina” que vem de “fé” “mina”; ou, simplesmente, “menos fé”. Calcula-se que no espaço de três séculos – de 1450 a 1750 – pelo menos 60 mil mulheres foram queimadas como feiticeiras. Para variar, tais táticas tinham sustentação bíblica: em João, capítulo 15, versículo 6, pode-se ler: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora à semelhança do ramo e secará: e o apanham, lançam no fogo e queimam”. E, igualmente em Êxodo, 22:18, onde assinalou: “A feiticeira, não deixarás viver”. Mas quem eram essas bruxas que mandamos queimar em praças européias, para o riso e o temor das concorridas audiências? Mulheres comuns que não se adaptavam aos critérios masculinos de piedade; parteiras e curandeiras que detinham um saber não oficial; velhas de comportamento exótico, esposas infiéis, adolescentes consideradas estranhas, qualquer uma que, por qualquer motivo, ameaçasse a vigência de um padrão de conduta. Ocorre, que muitas outras bruxas se seguiram. A história está povoada delas. Bruxas como Olympe de Gouges, que, em plena Revolução Francesa, publicou, para o escárnio geral, a “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”. (…) E houve bruxas inglesas, como Flora Tristan, que, testemunha do desenvolvimento industrial do século XVIII, ergueu sua voz para denunciar o regime de servidão ao qual estava submetida a classe operária e, particularmente, as mulheres operárias. (…) Flora morreu esgotada aos 41 anos de idade, dizendo: “O que significa amar? Amar é escolher. Para amar é preciso ser livre”. Já na outra vertente do século, outra bruxa, Louise Michel lhe responde, afirmando: “Escravo é o proletário, e escravo mais que todos é a mulher do proletário”. (…) Ao exemplo de tantas outras feiticeiras, Rosa ( de Luxemburgo) teve seu destino esfacelado por mãos assassinas e masculinas, como tiveram na América Latina e no Brasil tantas outras bruxas, como Olga Benário Prestes, entregue à Gestapo pelo Senhor Getúlio Vargas; ou como as centenas de companheiras que conheceram a fúria e a humilhação da tortura nos porões imundos da ditadura militar. Sr. Presidente, acredito que as feministas sejam, por excelência, as bruxas da modernidade. É verdade que já não lhes preparamos fogueiras, mas é igualmente certo que nossa sociedade encontra-se verdadeiramente ardendo em preconceitos.


E, quando falamos em gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, de quem estamos falando? De pessoas de bem, que tocam sua vida com dignidade, apesar do preconceito – desde a conduta corriqueira dos indivíduos até a omissão institucional de direitos civis; pessoas comuns, que pagam suas contas e cumprem compromissos com responsabilidade; que precisam trabalhar para viver, e se desenvolver material e espiritualmente, que amam, se apaixonam, choram e louvam o amor… como todo ser humano!

Pessoas assim, aos milhares, que diferem da maioria apenas quanto à sua libido – que é orientada para relações sexo-afetivas com pessoas do mesmo sexo ou de ambos os sexos. Há, inclusive, os que nascem com características físicas especiais mais explícitas – como, por exemplo, alguém dotado de mamas femininas, útero, ovários e um pênis no lugar do clitóris. Assim como outros nascem com outros órgãos, sistemas ou membros alterados em relação ao padrão anatômico mais comum. Os superdotados e os débeis, os muitos tipos do que se chama deficiência física. Todas essas pessoas vivem sob o estigma da “aberração”, da “anormalidade”.

Mas, será que, na civilização do terceiro milênio depois de Cristo, alguém ousaria usar de função pública para defender que essas “aberrações” são expressão de seres abomináveis, menos humanos e naturais que os demais? Que sua deformação nos agride e que cuidem de se reformar, de se arrepender de terem nascido assim; de adotar o formato padrão, ou desapareçam?

Não. No Brasil de hoje tal comportamento é considerado crime, quando assim se refere a negros, índios, religiosos de todos os credos, qualquer procedência nacional, deficientes físicos, idosos e crianças. Falta incluir os homossexuais.

No entanto, nem sempre foi assim. Houve época em que o Estado entendia que negros e índios não eram cidadãos; que não tinham alma; que eram seres criados junto com animais para servir ao homem branco, macho e rico, até a exaustão, e serem eliminados e substituídos por novos indivíduos quando não servissem mais.

Do mesmo modo, houve tempo em que se perseguiam, torturavam, aprisionavam e matavam cristãos. Como também houve época em que reinados e impérios cristãos perseguiram ateus, curandeiros, cientistas e muitas mulheres.

Assim, estou segura de que, a corajosa teimosia que atravessa a história da humanidade, aprimorando a convivência civilizada entre seres humanos e destes com o mundo criado, também nos animará seguir na construção de regras de convivência mais fraterna, harmoniosa, receptiva e tolerante.

Afinal, somos bilhões de seres humanos, feitos um a um, de sorte que não há uma só pessoa igual à outra. É infinita a variação possível. Nesta realidade, quem pode determinar que tipos de gente devem viver mais plenamente? Quem tem mais direito a ser feliz e viver com dignidade? Quem não tem?

Neste sentido, concluo, parafraseando Marcos Rolim:

“Por tudo que já foi dito”, que este Dia das Bruxas “revigore a mais radical das feitiçarias: aquela que se verifica quando os amantes se enredam nos mais generosos sentimentos; e que as bruxas deste tempo e dos tempos que virão possam prosseguir com seus mistérios, possam aperfeiçoar suas fórmulas e porções, para que um dia todos sejamos permanentemente ‘encantados’”.

Novembro 1, 2007 Publicado por Mari | bruxa, homofobia, mulheres | | Sem comentários ainda