Beleza Pura
Hoje estréia a nova novela das 7 hs.
Motivo de orgulho e felicidade é ver meu amado-querido-adorado primo-irmão no papel de Erik.
Ele também pode ser visto na campanha de verão do Sundown com o Marco Nanini.
Pedro não é pouca coisa. Aos 35 anos já ganhou 2 prêmios Shell por sua peça “A incrível confeitaria do sr. Pellica”. A peça foi escrita na minha casa, durante uma época em que ele morou comigo.
Fora isso, inúmeros outros prêmios como diretor, ator e autor de teatro. Um talento!
É um irmão. Fomos criados juntos. Sou apenas 2 meses mais velha que ele. Unha e carne de uma vida inteira. Um orgulho!
MERDA, pra vc hoje meu querido!
A bolha – The Bubble
Assistimos The Bubble no final de semana. O novo filme do diretor americano Eytan Fox. Achei o filme super interessante. Delicado, eu diria também.
Tel Aviv é conhecida por ser A Bolha. Com uma cena cultural mais intensa, os moradores de Tel Aviv são criticados por viverem de forma mais alienada dos conflitos entre israelenses e palestinos. No filme, três amigos moram juntos: Lulu, Yelli e Noam em um bairro transado da cidade. A vida de todos muda depois que Noam se apaixona pelo palestino Ashraf. Todos passam a morar juntos e……
É uma aula ver a relação dos judeus e palestinos com os homossexuais. O diretor do filme esteve em São Paulo recentemente e afirmou que os homossexuais não enfrentam preconceito em Tel Aviv. Para ele, os anos de opressão aos gays, contraditoriamente, acabou diminuindo o preconceito. Por outro lado, para os muçulmanos não há a possibilidade de um amor homossexual. Que ele existe, é óbvio. Mas, não é respeitado, tolerado ou aceito. Fora isso, o filme aborda a questão do conflito entre judeus e palestinos que parece não ter solução. No filme fica claro a intolerância. Por ser judeu, o diretor puxa um pouco a sardinha para os seus. Os judeus aparecem como mais liberais, serenos, menos fundamentalistas, tolerantes e dispostos a um acordo de paz. Sabemos que não é assim. Não vou cair na questão política-religiosa do conflito porém os xiitas e fundamentalistas estão dos dois lados.
The Bubble é uma história de amor. Um drama de guerra. Tem um “que” de Brokeback Mountain. Dois homens e um amor impossível. Vale a pena ser visto. Pela modernidade do filme, pelo roteiro inédito e pela disposição de tocar em um assunto complicado. Além disso, o ator Alon Friedman que interpreta Yelli oferece algumas cenas para boas risadas. Outro ponto alto é a rave numa praia nos arredores de Tel Aviv. Uma festa pela paz. O que nos faz pensar o seguinte: árabes, judeus, católicos, brancos, negros, orientais, budistas, etc, somos todos iguais e queremos a mesma coisa da vida. Amar, ser amado, ser feliz por alguns momentos em meio a esse caos que é o mundo pós-moderno.
Encontro Marcado

Eu nem acredito que chegou o final de semana!
Não só porque vou ficar de pernas pro ar, mas porque vou ficar com Ela!
Sabe quando de repente a vida muda completamente?
Antes, tínhamos tempo. Folgas entre os afazeres do dia a dia para conversar, rir, namorar, pensar na vida, ver alguma coisa na TV, estar juntas. Atualmente, nos encontramos somente nos finais de semana sob a supervisão do tempo carrasco. O relógio cronometra tudo. E mesmo assim, sempre temos mil coisas para fazer nesse pequeno espaço de tempo que estamos juntas. Eu a divido com provas, estudos, folhas, livros, exercícios. Ela é professora. Eu aluna. Não dela! Seria impossível ser aluna dela! Acho que a agarraria no primeiro instante que ela abrisse a boca para falar qualquer coisa em sala de aula. Eu faço a segunda faculdade. Ela ensina quem ainda vai entrar na primeira.
O tempo é sempre muito curto. Vivemos assombradas pelo fantasma das tarefas que estamos deixando de fazer para ficarmos juntas.
É apenas uma etapa de nossas vidas. As coisas são assim. A vida muda e temos de nos adaptar.
Mas, como eu sinto saudades dela!Sinto falta do beijo, do cheiro, da pele, de vê-la falar, sorrir. Durante a semana somente por telefone.
Não há um só momento em que não queira falar e ouvir sua voz. Saber como vão as coisas. Se ela está bem, tranquila e feliz. Nossos horários são totalmente desencontrados. Dia/noite, sol/lua, calor/frio, seco/molhado.
Se pudesse, carregava-a comigo para todos os cantos.
Só suporto tanta saudade porque sei que passamos por poucas e boas juntas e nossa relação é um construção sincera de amor, honestidade, respeito. Me orgulho muito disso. Não veio pronta. Foi trabalhada. Em muitos momentos, tanto eu quanto ela pensamos em jogar a toalha, porém, optamos pelo amadurecimento, pelo diálogo, pelo encontro abençoado.
Hoje só quero encontrá-la. Deitar em seus braços, senti-la e esquecer que o mundo existe.
Segunda tudo recomeça. E cinco dias depois tem mais. Assim vamos vivendo. Nos esforçando para que cada uma fique bem e seja feliz para poder fazer a outra mais feliz ainda.
Pensando bem…..
Não vou mais reclamar. Pior seria se ela não estivesse me esperando!
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