XXX

Acordei no meio da noite passada e, desperta, resolvi dar uma olhadinha na TV. Estava passando Sex TV no GNT. A polêmica era sobre Pornografia.
Ouvi todas as argumentações e não concordei com nenhuma. Não sou pornógrafa mas acho que um filme, fotos, erotismo, contos, de vez em quando, não fazem mal a ninguém.
As argumentações se baseavam em pólos opostos. Uma visão maniqueísta sobre o sexo e todo o universo que o cerca. Os discursos são polifônicos. Não há um bem ou mal, um certo ou errado.
Vamos aos pontos discutidos pelo programa:
A favor:
- Atrizes pornôs, diretoras de filmes e profissionais do mercado.
Elas defendem que trabalhar com pornografia é como qualquer outra profissão. Elas se sentem respeitadas e valorizadas. Ganham bons salários, são bem tratadas pelos profissionais da área. Segundo elas, o profissionalismo impera nas filmagens, tanto como o cuidado com a saúde e com as limitações físicas de cada uma. Reconhecem que algumas fazem porque gostam, mas grande parte é porque precisa do dinheiro. Ficam felizes por terem fãs, afirmam que são atrizes e não prostitutas e que adoram a idéia de saber que com suas cenas podem estar apimentado a vida sexual alheia.
A diretora de filmes pornôs de San Fernando Valley (região da Califórnia que concentra as maiores e melhores produtoras de filmes para adultos do mundo) rebateu algumas críticas à pornografia dizendo que o que falta são mais mulheres no comando desses estúdios de cinema e nas direções dos filmes. Ela afirma que é mentira essa história de que mulher não assiste filme pornô e não gosta desse tipo de coisa.
A descontente:
Uma delas afirmou que fazer tanto sexo atrapalha na hora de transar com seu parceiro. Quando chega em casa não aguenta pensar/fazer mais sexo. Que eles vivem tendo problema com isso.
Contra:
O time das contrárias a indústria pornográfica era composto por feminista, antropólogas e psicólogas. Umas foram mais radicais que as outras. As feministas disseram que os filmes pornôs mostram as mulheres de forma totalmente degradante. Outras questionaram o por quê da necessidade de tanto sexo explícito para despertar o desejo nas pessoas. Algumas culparam a internet por isso. Ela diz que tanta pornografia em excesso na rede está modificando as relações humanas.
Depois de todo o falatório, acho o seguinte:
- A pornografia não é boa nem ruim, santa nem vilã. O complicado e o que merece atenção é o uso que se faz dela. Ver um filme de sacanagem de vez em quando é super legal! Eu gosto de ver e aproveito essas ocasiões.
- Não acho que a pornografia degrada a mulher. Até percebo o contrário. Vejo as mulheres nos filmes sempre muito sedutoras e um bando de macho correndo atrás delas. Acho mais degradante para alguns homens que apenas aparecem e cumpre o seu papel de garanhão. A única coisa que acho degradante para as mulheres é que o orgasmo delas quanse nunca é mostrado. Tudo bem, existe uma razão fisiológica para isso. A vagina é muito mais escondida que o pênis e a ejaculação feminina não é como a masculina, mas para a indústria de filmes pornô, mulher nunca goza!
- Concordo com a diretora que disse que mais mulheres deveriam estar no comando da produção de filmes. Achar que a pornografia vai acabar ou diminuir é inocência. É uma das indústrias que mais cresce no mundo. Só nos EUA, a indústria pornô, em 2006, movimentou mais de 3 bilhões de dólares. Sendo assim, acho que as mulheres devem entrar nesse mercado e modificarem um pouco a ordem das coisas. Acho que deveriam ser produzidos mais filmes para e por mulheres. Algo bem Casas Marisa, lembra? “De mulher para mulher!”
- Regulamentação da profissão. Não só para as atrizes pornôs como para as prostitutas também. Inclusive no Brasil. Regulamentando, essas mulheres passam a ter respaldo para terem plano de saúde, aposentadoria, benefícios, férias, etc.
- Contratação das maiores feras mundiais em decoração e figurino: As roupas e os cenários, como também as cores de cabelo e os esmaltes de unha, são absolutamente horríveis nos filmes!!! Já que essa indústria movimenta tanto dinheiro custa fazer filmes com uma estética melhor??? Dói nos olhos ver aqueles cenários com móveis horríveis! E os quadros que aparecem nas paredes??
Melhor pararmos por aqui….
- Culpar a internet pela propagação da pornografia é igual dizer que o progresso e as tecnologias são os responsáveis pela mudança de valores nas relações. A internet disponibiliza a pornografia mas antes mesmo dela, os inferninhos, boates, sex shops, filmes, cabines sempre estiveram aí. O sexo é interessante, gostoso, atraente há séculos.
O que se deve fazer é intensificar campanhas de conscientização para denúncias contra a pedofilia. Sou radicalmente contra qualquer tipo de censura na rede e acho que cabe aos pais educarem seus filhos para o que é legal ou não de se ver e fazer na internet.
- Algumas mulheres culpam a popularização da pornografia por terem colocados idéias “novas” nas cabeças dos maridos. Idéias novas??? Os filmes pornôs não trazem nada de novo. Tudo que está ali todo mundo já está careca de saber. principalmente, os homens. Que sempre puderam frequentar lugares para adquirir esses produtos ou ver filmes sem nenhum tipo de constrangimento.
Se elas ficam contrariadas com essas “novidades”, das duas uma: ou enfrentam e experimentam a possibilidade de ter uma nova maneira de fazer sexo, que inclua fantasias mais explícitas, brinquedos, filmes ou procura um analista urgente!
Parece até que sou uma pornógrafa. Fiz uma defesa da indústria como se fosse uma consumidora regular do material produzido. Não sou. Vejo de vez em quando, gosto de ter alguns “brinquedinhos” e é o suficiente para mim. Entendo quem gosta de consumir mais. Acompanha as novidades, frequenta sites pagos, etc. O que não suporto é o discurso normativo e normalizante do sexo. “Isso é bom”, “isso é normal”. Como assim? Cada um sabe qual a sua medida. E nada é bom ou mal. Isso só depende do uso que se faz. O valor que se dá a isso ou até que ponto se abandona a possibilidade de interação real para se manter somente “transando” com as atrizes de filme pornô. O resto é sacanagem e faz um bem danado!!!
Sharon
Eu demorei para gostar da Sharon Stone. Só fui dar valor à cruzada de pernas do filme Instinto Selvagem, alguns anos depois que assisti no cinema. Não senti amor à primeira vista como foi com outras estrelas de Hollywood. Com o tempo, passei a admirar alguns de seus trabalhos. Atualmente, gosto tanto dela que um dos meus filmes lés preferidos é Desejo Proibido, onde Sharon participa com Ellen DeGeneres em uma das histórias.
Eu entendo que deve ser muito complicado para essas mulheres envelhecerem. A indústria do cinema é perversa e juventude e vigor valem mais do que boa interpretação, inteligência, carisma. Por isso, somos entupidas de artistas sem “catiguria” nos filmes mais recentes.
Tirando isso, fiquei chocada ao ver como a Sharon está. A quantidade de Botox e plásticas mudou totalmente a expressão dela! Quase num piscar de olhos, Sharon passou a ter uma cara de cera!
Atraso!!!

É complicado para nós, ocidentais, entendermos os muçulmanos. Porém, não tem religião, país, crença que justifique a perseguição contra os homossexuais no Irã. Ontem, o presidente negou que há homossexualidade por lá. Nasceram todos heteros!! Deve ser o mundinho perfeito de Alá! Homem só gosta de mulher e vice-versa.
Pode me chamar do que quiser, mas sou realmente intolerante, quando qualquer país, relgião, pessoa, ideologia, crença, etc, se coloca em oposição a vida. Mahmoud Ahmadinejad não se satisfaz em perseguir os homossexuais, as mulheres também são alvo de seu conservadorismo.
Perguntinha que não quer calar…..Para que serve a ONU?
Se a Declaração de Direitos Humanos está sendo violada, a ONU deve intervir. Não digo dar uma de George-insano-Bush, mas tentar negociar pela preservação de uma vida digna para essas pessoas.
Eu sei que os países são soberanos, mas tem que existir alguma forma de limitar essa perseguição implacável contra mulheres e gays no mundo. Ou vamos continuar a aceitar que mulheres tenham seus clitóris esfacelados só para não sentiram prazer??
A bolha – The Bubble
Assistimos The Bubble no final de semana. O novo filme do diretor americano Eytan Fox. Achei o filme super interessante. Delicado, eu diria também.
Tel Aviv é conhecida por ser A Bolha. Com uma cena cultural mais intensa, os moradores de Tel Aviv são criticados por viverem de forma mais alienada dos conflitos entre israelenses e palestinos. No filme, três amigos moram juntos: Lulu, Yelli e Noam em um bairro transado da cidade. A vida de todos muda depois que Noam se apaixona pelo palestino Ashraf. Todos passam a morar juntos e……
É uma aula ver a relação dos judeus e palestinos com os homossexuais. O diretor do filme esteve em São Paulo recentemente e afirmou que os homossexuais não enfrentam preconceito em Tel Aviv. Para ele, os anos de opressão aos gays, contraditoriamente, acabou diminuindo o preconceito. Por outro lado, para os muçulmanos não há a possibilidade de um amor homossexual. Que ele existe, é óbvio. Mas, não é respeitado, tolerado ou aceito. Fora isso, o filme aborda a questão do conflito entre judeus e palestinos que parece não ter solução. No filme fica claro a intolerância. Por ser judeu, o diretor puxa um pouco a sardinha para os seus. Os judeus aparecem como mais liberais, serenos, menos fundamentalistas, tolerantes e dispostos a um acordo de paz. Sabemos que não é assim. Não vou cair na questão política-religiosa do conflito porém os xiitas e fundamentalistas estão dos dois lados.
The Bubble é uma história de amor. Um drama de guerra. Tem um “que” de Brokeback Mountain. Dois homens e um amor impossível. Vale a pena ser visto. Pela modernidade do filme, pelo roteiro inédito e pela disposição de tocar em um assunto complicado. Além disso, o ator Alon Friedman que interpreta Yelli oferece algumas cenas para boas risadas. Outro ponto alto é a rave numa praia nos arredores de Tel Aviv. Uma festa pela paz. O que nos faz pensar o seguinte: árabes, judeus, católicos, brancos, negros, orientais, budistas, etc, somos todos iguais e queremos a mesma coisa da vida. Amar, ser amado, ser feliz por alguns momentos em meio a esse caos que é o mundo pós-moderno.
Encontro Marcado

Eu nem acredito que chegou o final de semana!
Não só porque vou ficar de pernas pro ar, mas porque vou ficar com Ela!
Sabe quando de repente a vida muda completamente?
Antes, tínhamos tempo. Folgas entre os afazeres do dia a dia para conversar, rir, namorar, pensar na vida, ver alguma coisa na TV, estar juntas. Atualmente, nos encontramos somente nos finais de semana sob a supervisão do tempo carrasco. O relógio cronometra tudo. E mesmo assim, sempre temos mil coisas para fazer nesse pequeno espaço de tempo que estamos juntas. Eu a divido com provas, estudos, folhas, livros, exercícios. Ela é professora. Eu aluna. Não dela! Seria impossível ser aluna dela! Acho que a agarraria no primeiro instante que ela abrisse a boca para falar qualquer coisa em sala de aula. Eu faço a segunda faculdade. Ela ensina quem ainda vai entrar na primeira.
O tempo é sempre muito curto. Vivemos assombradas pelo fantasma das tarefas que estamos deixando de fazer para ficarmos juntas.
É apenas uma etapa de nossas vidas. As coisas são assim. A vida muda e temos de nos adaptar.
Mas, como eu sinto saudades dela!Sinto falta do beijo, do cheiro, da pele, de vê-la falar, sorrir. Durante a semana somente por telefone.
Não há um só momento em que não queira falar e ouvir sua voz. Saber como vão as coisas. Se ela está bem, tranquila e feliz. Nossos horários são totalmente desencontrados. Dia/noite, sol/lua, calor/frio, seco/molhado.
Se pudesse, carregava-a comigo para todos os cantos.
Só suporto tanta saudade porque sei que passamos por poucas e boas juntas e nossa relação é um construção sincera de amor, honestidade, respeito. Me orgulho muito disso. Não veio pronta. Foi trabalhada. Em muitos momentos, tanto eu quanto ela pensamos em jogar a toalha, porém, optamos pelo amadurecimento, pelo diálogo, pelo encontro abençoado.
Hoje só quero encontrá-la. Deitar em seus braços, senti-la e esquecer que o mundo existe.
Segunda tudo recomeça. E cinco dias depois tem mais. Assim vamos vivendo. Nos esforçando para que cada uma fique bem e seja feliz para poder fazer a outra mais feliz ainda.
Pensando bem…..
Não vou mais reclamar. Pior seria se ela não estivesse me esperando!
Blockbosta!

Não posso dizer que sou uma pessoa nervosa. Mas também não sou calma. Porém, se tem uma coisa que me tira do sério é ser enganada por lojista, fabricante, empresa.
As megas Blockbuster da cidade fizeram um acordo com as Lojas Americanas. Onde havia uma Blockbuster antes, agora tem uma Americana Express + Blockbuster.
São Lojas Americanas menores com a locadora no fundo. Não achei de todo ruim a fusão. Ter uma loja dessas perto de casa ajuda. Vale para comprar chocolate, shampoo, biscoitos, secador de cabelo (?), fralda descartável, etc.
Há tempos deixei de comprar CDs. Nem sei mais o que é entrar numa loja, escolher e comprar alguns CDs. Em compensação, passei a comprar DVDs. Não só virgens mas os originais de filmes que gosto. Isso porque faço duas coleções: a Psicoteca e a Lesboteca.
A fonte para as compras são sempre aqueles saldões de filmes da Lojas Americanas e da Casa & Vídeo. Dá pra encontrar filmes ótimos por 9,90, 12,90 ou 14,90. Tem ainda os de 19,90 mas esses eu não compro. Espero o tempo passar (pq quanto mais antigo o filme, mais barato ele fica). Dias desses, entrei na Americanas Express + Blockbuster. Estava com a cabeça cheia e resolvi olhar as prateleiras com os filmes. (Ela sabe que se deixar fico horas olhando os DVDs! Ainda bem que estava sozinha!)
Alguns filmes tinham um selo dizendo “Previamente visto ou jogado”. Realmente, achei que tinha me dado muito bem!!! Finalmente, tinha encontrado “Três Vidas e um Destino” e “Transamérica”. Não dei muita importância ao selo e toda animada fui pro caixa. Só que um dos filmes estava sem preço. Todos os outros custavam 14,90.
Bobinha eu, né?
Achei que ia fazer uma compra espetacular para as minhas dvdotecas quando resolvi ser “esperta” e perguntar para a gerente o que significava “Previamente visto ou jogado“. Ou melhor, quantas vezes aqueles DVDs já tinham sido vistos.
Fiquei estarrecida ao saber que aqueles filmes não tinham sido vistos uma ou duas vezes, mas eram filmes que ficavam para serem alugados na Blockbuster. Ou seja, filmes que já tinham sido vistos 1 trilhão de vezes. Tratados de qualquer forma, jogados, batidos, engordurados.
Me senti uma idiota total!!!
Eu quase compro uns filmes que estão nas últimas. E se vc não pergunta, os vendedores não te avisam que caso o filme dê defeito, pode ser trocado no prazo de 30 dias.
Achei totalmente pilantragem!
Na prateleira ao lado, filmes originais por 12,90 e 9,90. Qual vale mais??? O usado, velhaco, xexelento por 14,90 ou o original por 12,90?
Os DVDs de locação deveriam ser vendidos por um preço menor ainda. Mas, como são títulos mais recentes e procurados, eles enganam mesmo! Não falam nada e fica tudo por isso mesmo!
Pode ter certeza que os DVDs que têm esse selo nas Americanas Express + Blockbuster representam o lixão da locadora. Deviam ser os DVDs que já apresentaram defeito ou algum tipo de falha.
Portanto, não compre os que tiverem essa etiqueta. Mas, os outros, os originai, vela a pena! Já comprei títulos como “Meninos não Choram”, “Desejo Proibido”, “Ligadas pelo Desejo”, “Tomates Verdes Fritos”, etc.
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