Varal de Idéias

de tudo um pouco: sem normas, regras e padrões

Quem merece o título?


O UOL GAY tá fazendo uma votação muito interessante.
Para comemorar o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, o site está promovendo uma votação para saber qual mulher da história mais representa a visibilidade lésbica.
As candidatas são:

Virginia Woolf
Angela Rô Rô
Billie Holiday
Camile Paglia
Cássia Eller
Elizabeth Bishop
Ellen DeGeneres
Emily Dickinson
Frida Kahlo
Gertrude Stein
Greta Garbo
Janis Joplin
(linda na foto! Fazendo topless em Ipanema, nos anos 70)
Jodie Foster
K. D. Lang
Leisha Hailey
Marlene Dietrich
Rosie O’Donnell
Ana Carolina
Anne Heche
Angelina Jolie
Beth Ditto
Martina Navratilova
Michelle Rodriguez
Sandra Bernhard

Difícil, né?
Tem umas que são ícones (pelo menos para mim): Gertrude Stein, Martina, Camile Paglia, Elizabeth Bishop, Ellen DeGeneres, Greta Garbo & Marlene, Beth Ditto (adoro!! Sou gorda, lésbica e feminista)!

A Cássia e a Rô Rô são marcos na história do Brasil. Mesmo.

Agora, tem umas que não entendo…..

Por mais que eu ame a Ana Carolina não sei se o papel dela é tão importante assim. Ela não é ícone, é ídolo! Coisas totalmente diferentes.

Alguém me explica a presença da Anne Heche? Da Angelina Jollie? E da Jodie Foster???

Estou indecisa!

Para votar, basta clicar aqui!

Agosto 31, 2007 Publicado por Mari | famosas, lésbicas | | Sem comentários ainda

Causas da Homossexualidade

Existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da homossexualidade masculina ou feminina.
Como separar o patrimônio genético herdado involuntariamente de nossos antepassados da influência do meio foi uma discussão que monopolizou o estudo do comportamento humano durante pelo menos dois terços do século XX.
Os defensores da origem genética da homossexualidade usam como argumento os trabalhos que encontraram concentração mais alta de homossexuais em determinadas famílias e os que mostraram maior prevalência de homossexualidade em irmãos gêmeos univitelinos criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal.
Mais tarde, com os avanços dos métodos de neuro-imagem, alguns autores procuraram diferenças na morfologia do cérebro que explicassem o comportamento homossexual.
Os que defendem a influência do meio têm ojeriza aos argumentos genéticos. Para eles, o comportamento humano é de tal complexidade que fica ridículo limitá-lo à bioquímica da expressão de meia dúzia de genes. Como negar que a figura excessivamente protetora da mãe, aliada à do pai pusilânime, seja comum a muitos homens homossexuais? Ou que uma ligação forte com o pai tenha influência na definição da sexualidade da filha?
Sinceramente, acho essa discussão antiquada. Tão inútil insistirmos nela como discutir se a música que escutamos ao longe vem do piano ou do pianista.
A propriedade mais importante do sistema nervoso central é sua plasticidade. De nossos pais herdamos o formato da rede de neurônios que trouxemos ao mundo. No decorrer da vida, entretanto, os sucessivos impactos do ambiente provocaram tamanha alteração plástica na arquitetura dessa rede primitiva que ela se tornou absolutamente irreconhecível e original.
Cada indivíduo é um experimento único da natureza porque resulta da interação entre uma arquitetura de circuitos neuronais geneticamente herdada e a experiência de vida. Ainda que existam irmãos geneticamente iguais, jamais poderemos evitar as diferenças dos estímulos que moldarão a estrutura microscópica de seus sistemas nervosos. Da mesma forma, mesmo que o oposto fosse possível – garantirmos estímulos ambientais idênticos para dois recém-nascidos diferentes – nunca obteríamos duas pessoas iguais por causa das diferenças na constituição de sua circuitaria de neurônios. Por isso, é impossível existirem dois habitantes na Terra com a mesma forma de agir e de pensar.
Se taparmos o olho esquerdo de um recém-nascido por 30 dias, a visão daquele olho jamais se desenvolverá em sua plenitude. Estimulado pela luz, o olho direito enxergará normalmente, mas o esquerdo não. Ao nascer, os neurônios das duas retinas eram idênticos, porém os que permaneceram no escuro perderam a oportunidade de ser ativados no momento crucial. Tem sentido, nesse caso, perguntar o que é mais importante para a visão: os neurônios ou a incidência da luz na retina?
Em matéria de comportamento, o resultado do impacto da experiência pessoal sobre os eventos genéticos, embora seja mais complexo e imprevisível, é regido por interações semelhantes. No caso da sexualidade, para voltar ao tema, uma mulher com desejo sexual por outras pode muito bem se casar e até ser fiel a um homem, mas jamais deixará de se interessar por mulheres. Quantos homens casados vivem experiências homossexuais fora do casamento? Teoricamente, cada um de nós tem discernimento para escolher o comportamento pessoal mais adequado socialmente, mas não há quem consiga esconder de si próprio suas preferências sexuais.
Até onde a memória alcança, sempre existiram maiorias de mulheres e homens heterossexuais e uma minoria de homossexuais. O espectro da sexualidade humana é amplo e de alta complexidade, no entanto; vai dos heterossexuais empedernidos aos que não têm o mínimo interesse pelo sexo oposto. Entre os dois extremos, em gradações variadas entre a hetero e a homossexualidade, oscilam os menos ortodoxos.
Como o presente não nos faz crer que essa ordem natural vá se modificar, por que é tão difícil aceitarmos a riqueza da biodiversidade sexual de nossa espécie? Por que insistirmos no preconceito contra um fato biológico inerente à condição humana?
Em contraposição ao comportamento adotado em sociedade, a sexualidade humana não é questão de opção individual, como muitos gostariam que fosse, ela simplesmente se impõe a cada um de nós. Simplesmente, é!”

Drauzio Varella

Agosto 31, 2007 Publicado por Mari | gay, homossexualidade | | Sem comentários ainda

Dia Nacional da Visibilidade Lésbica


“Sonhar é acordar-se para dentro” – Mário Quintana

Agradeço, do fundo do meu coração, a todas essas maravilhosas mulheres que lutaram e lutam pelos nossos direitos. Os tempos são outros. Depois que as Alemanhas se reunificaram, o capitalismo invadiu a Rússia e a China abriu franquias do McDonald’s, torna-se cada vez mais difícil a corporificação de uma luta.
Falta muito ainda para eu me sentir realizada. Gostaria de poder dar a mão para a minha mulher na rua sem ter medo de apanhar, declarar abertamente minha orientação sexual sem temer represálias, me assumir em todas as instâncias da minha vida. Faço quando me sinto segura. Para quem confio e atuo onde e quando posso. Não sou panfletária e não acho que preciso ser. Há espaço para todas nós lutarmos em nossos pequenos universos. Atualmente, estou tentando dar prosseguimento a um estudo sobre famílias homoparentais em uma cadeira do curso de Psicologia. Comecei esse trabalho no período passado. Foi muito bem aceito pelo professor da época. Transferência feita para uma universidade católica, tento dar continuidade a essa pesquisa em uma nova matéria. É pouco? Para muitos é, mas para mim não. É o que posso. Repercutir esse assunto em uma sala de aula com 50 psicólogos em formação, fazendo com que pensem no assunto, reflitam sobre a questão e se abram a essa possibilidade, é maravilhoso. Esses futuros profissionais podem estar, amanhã, na escola de nossos filhos, nas varas de família que dão o parecer sobre um pedido de adoção de qualquer uma de nós e por aí vai…
Sendo assim, acredito que todas nós podemos fazer nossa parte. Há mulheres maravilhosas que se prontificam a ir para a luta pública. Que conseguem promover a mobilização. Admiro demais todas elas. Eu sou daquelas que trabalha em silêncio, tentando modificar o status quo através da quebra de paradigmas e da ruptura de crenças.
Não importa o que se faça (ou mesmo que não se faça nada), o importante é que hoje já podemos nos denominar lésbicas. Antigamente, éramos mulheres que não podíamos pronunciar o nosso amor. Somos mulheres que amam mulheres e não mais o amor que não ousa dizer seu nome. Por mais que se lute contra rótulos, desse eu tenho muito orgulho. Sou lésbica sim. Não escondo o que sou nem tenho vergonha. Questionamentos tive e tenho muitos. Vontade de que as coisas mudem, mais ainda.
Desejo que chegue um dia em que não tenhamos que comemorar essa data. Que não haja Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, Dia Internacional da Mulher, Dia de Zumbi dos Plamares, etc. Que as “minorias” estejam totalmente integradas que se percam na multidão. Que sejam apenas mais rostos entre tantos que estão no mundo.
Que todas nós possamos ser apenas nós mesmas. Seres humanos sem designações relacionadas a raça, etnia, religião ou orientação sexual.
Enquanto isso, lésbica sim por que não?

Feliz Dia Nacional da Visibilidade Lésbica para todas nós!
Que nós possamos nos amar e amar cada vez mais nossas mulheres!!!

Esse artigo da Nina Lopes, no Mix Brasil, sobre a data de hoje está muito bom! Vale a pena ler!

Agosto 29, 2007 Publicado por Mari | lésbica, orgulho | | Sem comentários ainda

Lésbica não…..pobre é sapatão mesmo!


Hoje peguei um táxi. Até aí, normal. Sempre ando de táxi. Por isso, já conversei com motoristas de todos os tipos.
Parados numa esquina da Lagoa, perto da Hípica, ele inicia a conversa:
“Conheço essa velha há anos!”. Não tinha nem me tocado, que no sinal havia uma idosa pedindo esmola. Idosa mesmo. Curvada, com os cabelos inteiramente brancos, coberta com uma capa de chuva transparente.
Imediatamente, ele começou a falar da época em que morava em Ipanema e essa senhora trabalhava com uma família rica do bairro.
Perguntei o lógico: “como ela veio parar na rua?”
Ele, prontamente, respondeu: “é sapatão!”
Achei que não tinha entendido muito bem….
“O que?”
Ele falou: “A senhora não está entendendo! Ela saiu da casa porque é sapatão!!!”
Por intuição, resolvi me calar e deixei o cara terminar a história para ver até onde ia.Ele contou que após ter deixado a casa em que trabalhava, com as indas e vindas da vida, ela foi parar na rua. Sempre pedindo na mesma região, acabou amiga de um funcionário do Jockey Clube. Esse senhor lhe ofereceu uma casa na vila do Jockey. Em troca, ela faxinaria as instalações.
O motorista a essa altura já começava a espumar.
“O problema é que essa velha é sapatão!!! Enfiou uma mulher dentro de casa. Depois, apareceu outra. Elas brigavam muito. Já viu briga de mulher, né? É só gritaria!! Imagina briga de sapatão?”
O rapaz do Jockey resolveu tomar a casa e as 3 foram parar na rua.
Não sei há quantos anos tem isso. O motorista não sabia me dizer.
Em compensação, o rosário de preconceito ele sabia de cor:
“Velha é uma coisa….sapatão é outra! Isso é sem vergonhice!!! Gay é um problema! Só se metem em confusão! Tudo dá errado! Isso não é vida, é maldição!!”
Bastante incomodada com aquilo, decidi que ia parar a conversa enquanto ele já falava de um certo João Batista que trabalhava em um salão só para sustentar o namorado.
Irritada, falei:
“Olha só, meu senhor, com casal hétero acontece a mesma coisa, tá? Isso não é exclusividade dos homossexuais!”.
Viemos em silêncio até chegar no meu destino.
Quando ia saindo do carro, ele falou:
“Gostei de viajar com você”.
.
.
.
Eu não sei o que ele quis falar com isso. Imediatamente, pensei na tristeza de ser uma pessoa que apenas repete clichês e preconceitos. Não ter senso crítico diante das coisas e das pessoas.
No final, a raiva virou lamento.

Agosto 29, 2007 Publicado por Mari | sapatão, velhice | | Sem comentários ainda

Música e Dança


Minha amada é extremamente musical. Gosta de ouvir música o dia todo (quando não estou perto), cantar (ela canta muito bem!) e mais ainda de dançar.

Eu não.

Não nasci com a inteligência musical muito aguçada. Muito menos coordenação motora e agilidade corporal para enfrentar uma pista de dança.

Às vezes, isso gera um certo conflito entre nós.

Eu sou muito mental. Gosto do verbo, da palavra. Escrita, falada e lida. Prefiro as atividades onde as palavras não são interrompidas por agudos frenéticos, uma mixagem desavergonhada ou uma barulheira ensurdecedora.

Parar e prestar atenção a uma música e sentir-se relaxada a ponto de soltar o corpo em movimentos livres são atitudes impressionantemente corajosas para mim.

Jung elaborou a teoria de que nossa personalidade apresenta 4 funções psicológicas: sentimento, sensação, pensamento e intuição.

Eu sei as funções que mais se destacam em mim. Sou uma pessoa predominantemente intuitiva e sentimental. As sensações não são muito bem desenvolvidas em mim. Talvez, por isso, tenho tanta dificuldade em ir para uma boate e me jogar na pista!

Já a Amada adora!

As diferenças são difíceis de serem contornadas. Para ela, dançar faz muita falta. Para mim, ir a uma boate é um sacrifício. Como resolver isso?

Não consegui ainda ser tão radical e “soltar a franga” na boate.

Resolvi adotar um tratamento homeopático.

Vou me aproximar mais de ritmos, melodias, batuques, etc. Comprei um MP3. O dela não sai do ouvido. Pra onde ela vai, o aparelhinho vai junto. Achei que por ela valia investir e desenvolver minha inteligência musical. Não me sentir tão desesperada a cada vez que os decibéis ultrapassam a altura que os meus ouvidos suportam.

Por ela, vale sim.

Só para vê-la satisfeita.

Eu não acho que seja aquele mela-mela de que em uma relação ambas as partes devem ceder e blá, blá, blá. Não sou muito chegada em receitinhas para relacionamentos. Se cada uma é uma pessoa única e singular, imagina a união dessas duas? Não tem receitinha pronta, né?

Mas, quando penso no que posso fazer só para vê-la alegre…..acho que “sacudir o esqueleto” num lugar qualquer pode não ser tão doloroso assim!

Se a coisa ficar desesperadora, levo um chumaço de algodão na bolsa e tapo os ouvidos.

Pela minha mulher, vale o sacrifício. O sacro-ofício de fazê-la feliz!

Se você quiser fazer o teste, que de uma forma bem simplista que exemplifica a teoria junguiana, clique aqui.

Agosto 28, 2007 Publicado por Mari | dança, música, sacrifício | | Sem comentários ainda

Ainda bem que existe 2

Renee Zellweger

Agosto 27, 2007 Publicado por Mari | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Ainda bem que existe 1

Anne Hathaway

Agosto 25, 2007 Publicado por Mari | Uncategorized | | Sem comentários ainda

A igualdade é colorida

A igualdade é colorida
MARCO AURÉLIO MELLO


São 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria. Em se tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar

SÃO 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas de preconceitos, discriminações, insultos e chacotas.
Em se tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com mais de cem homicídios anuais cujas vítimas foram trucidadas apenas por serem homossexuais.
Números tão significativos acabam ignorados porque a sociedade brasileira não reconhece as relações homoafetivas como geradoras de direito. Se o poder público se agarra a padrões conservadores, o dia-a-dia cria o fato, obrigando as instituições a acordar.
Um caso revelador dessa omissão aconteceu no Sul: após 47 anos de vida em comum, falecido o parceiro, cujo patrimônio se formara antes do vínculo, o Estado reivindicou a herança, alegando não haver herdeiros legais. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, porém, reconheceu a relação afetiva do casal, assentando o direito do sobrevivente aos bens.
O Judiciário gaúcho sobressai pela modernidade, havendo sido o primeiro a julgar ações ligadas a vínculos homoafetivos na vara de família, e não na cível. A diferença é significativa.
No primeiro caso, reconhece-se o vínculo íntimo, de familiaridade; no segundo, o societário, e aí, findos os anos de convivência, os parceiros são tidos como sócios, dividindo-se o patrimônio adquirido. Se nada for obtido na constância da relação, nada será devido. Tal postura mostra-se, no mínimo, injusta, porque não admite que a origem, a base da união é o afeto, não a vontade de compor sociedade. A jurisprudência vem avançando.
Começa a firmar-se o entendimento de que essa parceria se equipara à união estável, sobretudo para evitar o enriquecimento de outrem. Na maioria das vezes, parentes que costumam alijar do convívio o homossexual reclamam a herança por este deixada.
A Justiça vem admitindo o direito de casais homoafetivos à guarda e adoção de crianças. Na Bahia, há pouco se estabeleceu o direito de visita da ex-parceira ao filho gerado pela outra.
Em São Paulo, permitiu-se que dois parceiros adotassem quatro irmãos. Em geral, no entanto, só um adota -a lei permite que solteiros o façam-, em prejuízo do adotado, que perde o direito à proteção conjunta.
No rastro de decisões judiciais, o Executivo, compelido pela realidade e mediante atuação do INSS, estendeu aos homossexuais o reconhecimento do vínculo, a gerar o direito ao plano de saúde e à pensão.
Se, no âmbito federal, as mudanças vêm a fórceps, as legislações municipais e estaduais se mostram mais adequadas às transformações sociais.
Desde 1999, vige, em Salvador, a lei nº 5.275/97, que proíbe a discriminação homofóbica.
Aguarda ainda apreciação pelo Senado o projeto de lei nº 5.003/2001, que enquadra a homofobia como crime, já aprovado na Câmara dos Deputados, onde tramita também projeto que proíbe os planos de saúde de limitar a inscrição de dependentes no caso de parcerias homossexuais.
Essa homofobia não deixa de ser curiosa ante a tradição de tolerância dos brasileiros quanto à diversidade cultural e religiosa. E foi aqui que se realizou a maior parada gay do mundo, superando a pioneira São Francisco, na Califórnia.
É fato: nos últimos anos, alguns tabus foram por água abaixo, como a concepção de que homossexuais não poderiam adotar. Desde 1984, quando retirada a homossexualidade do rol das doenças, esse argumento deixou de respaldar práticas abusivas, como tratamentos psiquiátricos. A melhor notícia parece ser a censura social: hoje em dia é politicamente incorreto defender qualquer causa que se mostre preconceituosa. Se a discriminação racial e a de gênero já são crimes, por que não a homofobia?
Felizmente, o aumento do número de pessoas envolvidas nas manifestações e nas organizações em prol da obtenção de visibilidade e, portanto, dos benefícios já conquistados pelos heterossexuais faz pressupor um quadro de maior compreensão no futuro.
Mesmo a reboque dos países mais avançados, onde a união civil homossexual é reconhecida legalmente, o Brasil está vencendo a guerra desumana contra o preconceito, o que significa fortalecer o Estado democrático de Direito, sem dúvida alguma, a maior prova de desenvolvimento social.


MARCO AURÉLIO MELLO é ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Agosto 25, 2007 Publicado por Mari | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Acessórios….

Outro dia estava navegando e encontrei essa loja bem legal!
A Arco Íris Acessórios é especializada em produtos para o público GLBTT.
Fica aí a dica pra quem quiser presentear alguém ou mesmo comprar uma coisinha. A loja fica em São Paulo, mas elas vendem por telefone e remetem pra qualquer lugar do Brasil. Já escolhi meus produtos preferidos!

Agosto 25, 2007 Publicado por Mari | Uncategorized | | Sem comentários ainda

A Deusa!


Hoje Madonna Louise Veronica Ciccone Ritchie faz aniversário. 49 anos num corpinho sequinho de 25. Linda!

Fui adolescente nos anos 80. Me lembro como se fosse hoje quando descobri “Holliday”, “Everybody”, “Like a Virgin”, “Material Girl”. Aquele visual inovador. Meia soquete, pulseiras pretas de borracha, crucifixo, coletes, jaquetas, brincos brilhantes, batom vermelho e uma irreverência que não existia nem nas madeixas coloridas e loucas de Cindy Lauper.

Eu não era fanática a ponto de imitar as roupas mas Madonna sempre estava na minha mira. Para mim, nenhuma outra mulher foi tão representativa quanto ela nessa transição frenética do século XX para o XXI. Madonna está além de seu próprio nome, música ou imagem. Ela é um ícone. Já transcendeu!

Cantou a panssexualidade, reagiu diante da opressão da igreja católica, foi fashion victim até o momento em que começou passou a ser fashionista. O grande marco de Madonna foi quando acompanhei sua vontade de ter um filho. Depois de manter uma relação hiper destruitiva com o ator Sean Penn, sem nenhum pudor, Madonna escolheu seu personal trainer para ser o pai da criança e lhe ofereceu uma boa grana por isso. Lola nasceu linda! Madonna simplesmente ignorou a metralhada de críticas diante da apologia de uma família composta de uma filha e uma mãe solteira.

Os anos passaram pra ela. Visivilmente. A carreira no cinema nunca decolou. Parou com a doideira depois de ser mãe. Já não queria mais participar de surubas em seus clipes (e na vida). Como foi por exemplo em “Justify my Love”. Um dos poucos clipes que foi censurado na MTV americana pelo conteúdo explicitamente erótico.

Madonna foi estudar a Cabalah, fez ioga, casou e para dar uma boa educação aos filhos, saiu dos EUA e foi morar em Londres. Madonna não queria que Lourdes Maria e Rocco fossem criados com a mentalidade conservadora e atrasada dos americanos. Nos últimos anos, Madonna vem tentando regularizar a adoção de David Banda, um menino que ela conheceu durante uma viagem ao Malawi.

Da última vez que a vi, Madonna usava polainas, colant rosa e cabelo à la Farrah Fawcett no seriado “As Panteras”. E estava no terceiro lugar no ranking das pessoas mais ricas, poderosas e influentes do ano pela Revista Forbes.

Ela pode! Ela merece!

Agosto 17, 2007 Publicado por Mari | Uncategorized | | Sem comentários ainda